Um casal indígena foi surpreendido com o nascimento de quadrigêmeas, univitelinas, ou seja idênticas. As meninas que receberam os nomes de Elizete, Elizângela, Elizabete e Eliza, nasceram no aniversário do pai, nessa quinta-feira (28), entre às 22h10 e 22h35, na maternidade Cândido Mariano em Campo Grande.
A mãe Denir Campos, de 37 anos e o pai, Odair Cândido, de 32, moram no Assentamento Nova Esperança, no município de Anastácio, onde fizeram o pré-natal e foram informados de que a gravidez era de gêmeas.

Foto: Deivid Correia
O erro, segundo a assistente social Taline Mara Ricardo, que acompanha o caso, pode ocorrer por má qualidade no aparelho de ultrassonografia, quantidade de gases da gestante e pelo espaço abdominal desfavorecido.

A emoção não esconde a preocupação do casal em sustentar a família. Com a chegada das quadrigêmeas, já são 11 filhos. "Foi o que Deus nos deus. Temos que cuidar agora. Ficamos muito felizes, mas sabemos que não será fácil", lembrou Cândido, que trabalha com serviços gerais e arca sozinho com as despesas do lar.
As quadrigêmeas que pesam entre 900 gramas e 1.62 kg e medem entre 35 e 45 centímetros, são consideradas pequenas e de acordo com a assistente social, não há fraldas na medida que elas necessitam. "Temos apenas o tamanho P e elas precisam de RN, específica para recém-nascidos. As que temos ficam grandes e podem machucá-las", ressaltou.
Com peso abaixo de 2 kg, o que é considerável estável, as crianças foram encaminhadas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da maternidade, onde devem ficar em observação por 48 horas. A assistente social ressaltou que existe a possibilidade de as meninas ficarem na UTI por até 120 dias, para que possam realizar todos os exames e ganhar peso.

Sem vaga suficiente, uma das meninas foi levada para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) Rosa Pedrossian, até que tenha vaga disponível na maternidade. "A nossa intenção é trazê-la para cá, onde poderá ficar perto das irmãs e assim ficará mais fácil para que a mãe possa vê-la.
Questionada sobre a locomoção para que Denir visite a filha em outro hospital, a assistente social garantiu que ela receberá apoio, ou da administração da Candido Mariano, ou da Casa do Índio. "É uma situação inusitada, faremos uma reunião para decidir esses detalhes", explicou.
Com as filhas na UTI, Campos retorna para casa na próxima segunda-feira (1), já Denir ficará na Casa da Mãe Gestante, uma extensão da maternidade, que acolhe as mães que vêm de outros municípios. Taline garante que no local, ela receberá todo o apoio necessário para que possa acompanhar o desenvolvimento das filhas. "Na Casa da Mãe Gestante ela receberá toda a assistência de que necessita", garantiu.

Doações - Quem tiver o interesse em ajudar pode fazer doações e entregar na recepção do hospital que fica na Rua Marechal Candido Mariano Rondon, nº 2644, no Centro de Campo Grande, ou entrar em contato pelo telefone da assistência social: (67) 9830-9975/ 9831-0071 ou falar com o pai das crianças pelos telefones: (67) 9680-1729/ 9857-5933.
A assistente social lembrou que a partir da próxima segunda-feira (1), a Casa da Mãe Gestante receberá ajuda da campanha "Troco Solidário" realizado por uma rede de supermercados da Capital e todos os interessados poderão colaborar com o sustento do local.







