Em greve desde o início da semana, professores das redes municipal e estadual de ensino realizam uma passeata pelas principais ruas da região central de Campo Grande. Com apitos, cartazes e bandeiras, a categoria pleiteia pelo cumprimento do piso salarial para 20 horas/aula.
Os manifestantes devem iniciar o trajeto partindo da Avenida Rui Barbosa, passando pela Afonso Pena, 14 de julho, Antônio Maria Coelho e 13 de maio. Ao final, os professores devem realizar uma concentração na praça Ary Coelho, onde devem ser distribuídos panfletos explicativos sobre os motivos da paralisação das aulas.
De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), Geraldo Gonçalves, os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) ainda não foram notificados sobre a decisão da Justiça, proferida na quarta-feira (27), para o retorno das atividades. “Isso será discutido em assembleia, mas não vamos sofrer com antecedência”, declarou.
Por outro lado, os professores da rede estadual já foram notificados pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A decisão proferida ontem (28) pelo desembargador Sérgio Fernandes Martins estabelece que a categoria suspenda imediatamente a greve dos servidores administrativos da educação, sob pena de multa diária de R$ 25 mil, e obriga o retorno de 60% dos professores para a sala de aula.
Segundo o presidente da Fetems (Federação dos Profissionais de Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, o sindicato recebeu a notificação hoje (29) pela manhã, mas a categoria vai recorrer até o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) se for preciso para manter o direito estabelecido de lutar por melhores condições de trabalho.
Em Campo Grande, os educadores lutam pelo aumento de 13,01%, que leva o salário base para R$ 1.917,78 por 20 horas trabalhadas, como estabelece o Piso Nacional. A categoria está em greve desde a segunda-feira (25), mas ainda não conseguiu um acordo com o prefeito Gilmar Olarte (PP).
Completando o terceiro dia de paralisação, os professores da rede estadual brigam pelo cumprimento da Lei Estadual 4.464, que determina o pagamento do piso nacional, por 20 horas semanais. Para isso, é necessário que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) conceda o aumento de 25,42%, mas o tucano está irredutível e alega que o ajuste já foi concedido em dezembro.
Os servidores planejam ainda nova manifestação para a próxima terça-feira (2). De acordo com Botareli, mais de 30 mil pessoas, entre profissionais da Capital e do interior, confirmaram presença.







