Mato Grosso do Sul aderiu a campanha "10 Medidas Contra a Corrupção" do MPF (Ministério Publico Federal), que pretende recolher 1,5 milhões assinaturas da população de todo o País e apresentar ao Congresso. Para o Procurador-geral do MPE (Ministério Público Federal), Humberto Brittes, a "população está farta desses desvios que causam danos irreversíveis". A fala ocorre pouco mais de um mês após a deflagração da operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, o maior escândalo político de Mato Grosso do Sul.
Os dez temas da campanha são: prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação, criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores, aumento da eficiência e da justiça dos recusso no processo penal, celeridade nas ações de improbidade administrativa, reforma no sistema de prescrição penal; ajustes nas nulidades penais; responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2; prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado; recuperação do lucro derivado do crime.
De acordo com Silvio Petengill Neto, Procuradoria da República, a pessoa corrupta comete os crimes por saber que ficará impune. "O sujeito que é corrupto coloca na ponta da caneta as situações e percebe que vale a pena ser corrupto, pois a punição é baixa e o julgamento é demorado", relata.

(Procuradores buscam maior participação popular. Foto: Deivid Correia)
Com o projeto apresentado, a meta é que 500 mil assinaturas sejam recolhidas no Estado até o dia 2 de setembro, ajudando a atingir o número de 1,5 milhões. O trabalho do PMF, com o objetivo de encaminhar sugestões de mudanças legislativas para implementar medidas de combate à corrupção, teve início com os estudos desenvolvidos na Operação Lava Jato.
A campanha do MPF pode ser verificada a partir do link: http://www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas







