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quinta, 22 de abril de 2021
Cidades

Em meio à pandemia, projeto cria núcleo de atenção à saúde mental em Campo Grande

Projeto, que tramita na Câmara Municipal da Capital, visa ajudar pessoas que sofreram efeitos da pandemia

07 março 2021 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Em tempos de pandemia, a preocupação, além da saúde física, é também com a saúde mental. 

Pensando em ajudar pessoas que estão enfrentando dificuldades, foi apresentado Projeto de Lei que autoriza o Poder Público Municipal a criar e implantar o Núcleo de Atendimento em atenção à Saúde Mental e Transtornos Psicológicos decorrentes da pandemia. 

O projeto é do médico e vereador Vitor Rocha (PP).     

Conforme a proposta, o local seria para prestar assistência aos cidadãos nas várias especialidades e subespecialidades que atuem em conjunto a psiquiatria e a psicologia, desenvolvendo ações de promoção, prevenção e recuperação no âmbito da saúde-mental dos cidadãos acometidos por síndromes do pânico, ansiedade, transtornos depressivos, entorpecentes e demais problemas mentais decorrentes da COVID-19.

“Sabemos que a pandemia trouxe diversas consequências para o país, dentre elas a mudança radical de suas rotinas para se protegerem da contaminação. Decorrente disto, muitas pessoas desenvolveram doenças mentais, tais como síndrome do pânico, ansiedade”, citou Rocha.

Ainda por causa da pandemia, a ideia é que as vítimas tenham  ambiente exclusivo ou via videoconferência, com profissionais que também tenham passado por treinamento especifico e com abordagem direcionada ao cenário atual, bem como os familiares que se encontrarem em situação similar em detrimento da doença.

O projeto de Lei segue em tramitação na Casa. 

Dados     

Pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2020, em Mato Grosso do Sul, idosos e mulheres foram os que mais sofreram de depressão. 

Foi estimado que 199 mil (10,1%) das pessoas de 18 anos ou mais em Mato Grosso do Sul, receberam diagnóstico de depressão.

A maioria dos casos, foram as mulheres com 15,1%, contra 4,3% dos homens. A faixa etária com maior proporção foi a de 75 anos ou mais de idade (12,4%), enquanto o menor percentual foi obtido na de 18 a 29 anos (6,5%).