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Em MS, população é contra flexibilização da jornada de trabalho no País

Governo Federal afirma que não vai permitir que ninguém trabalhe mais do que 48h por semana

19 SET 2016
Rodson Willyams
14h16min
Foto: Reprodução / Google

O governo do atual presidente da República, Michel Temer, do PMDB, deve apresentar proposta de reforma trabalhista até o final de 2016. Entre as propostas, está uma que prevê a jornada diária que pode chegar a 12 horas por dia. O caso tem gerado polêmica. Em razão disso, o TopMídiaNews lançou a seguinte enquete: "Você é favorável à reforma trabalhista que flexibiliza a jornada de trabalho com limites de até 12 horas por dia?"

A resposta dos participantes foi a seguinte: 58,18% disse que 'não' concorda com a reforma trabalhista. E 41,82% disseram que 'sim', demonstrando ser favorável a proposta do governo. Há pelo três meses, a reforma trabalhista tem sido discutida pelo governo Temer junto às centrais sindicais e os patrões. 

De acordo com a proposta, dois pontos passariam a existir. A primeira seria o contrato por hora trabalhada e o segundo por produtividade, além do que já figura na atual legislação, que remunera o trabalhador por jornada de trabalho. Em qualquer dessas modalidades, a jornada seria de 44 horas, mais até quatro horas extras. 

Porém, o governo propõe que em determinadas situações, acordos coletivos, monitorados pelos sindicatos, permitam que o total de horas possa ser ajustado, em determinado dia, poderia trabalhar até 12 horas, mas compensaria trabalhando menos nos outros dias. Conforme o governo, a flexibilização, não será permitido que ninguém trabalhe mais do que 48 horas por semana, se tiver serviço extra, ou 12 horas, em um dia específico. 

O caso chama muita atenção e o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ressaltou que não haverá retirada de direitos trabalhistas. “Não há hipótese de mexermos no FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], no 13º [salário], de fatiar as férias e a jornada semanal. Esses direitos serão consolidados. Temos um número imenso de trabalhadores que precisam ser alcançados pelas políticas públicas do Ministério do Trabalho”, finalizou. 

 

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