Hoje o patriotismo desfila pelas ruas do país, a Seleção brasileira entra em campo para enfrentar a Colômbia, nas quartas de final. E para impulsionar e levantar a autoestima dos jogadores, todos acabam sendo convocados a colocarem a camisa verde amarela. Existem aqueles que preferem inovar e personalizar, tendo um estilo todo autêntico de torcer pelo país.
Já outros estilistas acabam preferindo o convencional, como explica Adriana Ojima. "Prefiro mais o tradicionalismo, o simbolismo nas cores já demonstra o patriotismo", explica que as cores da bandeira estão em alta, seja simplesmente com um acessório ou customizadas.
Pelas ruas de Campo Grande é notável a empolgação com a onda patriota, Luiz Guilherme de apenas 2 anos, já aderiu a ideia. Segundo a mãe Lidiele Lopes, 24, o menino sempre pede, dias antes, para pôr a camisa da seleção. "Ele gosta muito, a empolgação dele anima todos lá em casa". Quando a equipe do TopMídia News, perguntou ao torcedor mirim sobre a paixão verde amarela, ele nos disse que hoje o Brasil vai ser campeão.

Há quem defende a ideia, que mesmo com o termino da Copa, o país deveria continuar nessa onda. O mototaxista, Douglas Fabiano do Santos, 28 anos, falou que por aqui existem muitas raças, crenças e que todos deveriam ser mais unidos. "Acho interessante essa questão de todos vestirem a camisa, mas as pessoas deveriam ser mais patriotas, não somente nos dias de jogos do Brasil. Somos um povo que precisa se unir mais, há muita miscigenação pelo país. Se você olhar nos países americanos percebe que o povo literalmente veste a bandeira, defendendo com garra sua nacionalidade. Não precisamos dos jogos para por uma camisa verde e amarela, mas sim deveria ter patriotismo todos os dias", comentou.
(Mototaxista, Douglas Fabiano do Santos Foto: Geovanni Gomes)
Em contrapartida, existem aqueles que acredita no povo brasileiro. Elvidio Barbosa, 50 anos, sindicalista, nos disse que a copa foi um fator positivo, para a nação. "Ao meu ver está bem organizada e o brasileiro sempre vestiu a camisa para defender a seleção. O povo que vem até o país se deslumbra com as belezas do Brasil. Então, todos deveriam sim, por a camisa e sair às ruas. Como sindicalista, eu, todos os dias luto pela categoria trabalhadora, e para melhorar nosso país ainda mais".
(Elvidio Barbosa, 50 anos, sindicalista Foto: Geovanni Gomes)
E no setor de vendas o motivo é de alegria, já que o comércio anda a todo vapor. Para o gerente de uma loja de produtos esportivos no centro da Capital, Lorenço Poncio, 30 anos, até o momento, foram vendidos em torno de 60 a 70% dos estoques de camisetas oficiais da Seleção brasileira. "Enquanto a seleção estiver em campo a procura vai aumentando. Hoje, ela já esta quase pela metade do preço, começou a ser vendida por R$ 249 e estamos com uma promoção de R$149", explicou

Outro setor que também apostou nas cores da bandeira, foi o de produtos íntimos e bijuterias. Segundo a gerente Eva Pereira, desde o dia dos namorados, cuecas e sutiãs tem entrado em campo para fazer a cabeça dos torcedores. "Já vendemos 100% dos produtos, até as bijuterias tem tido uma boa aceitação dos torcedores", explica.
Violência - Nem sempre é só o placar que importa, muitas vezes, a violência pode prejudicar o momento que deveria ser apenas de comemoração. Portanto, nem tudo são flores em dia de Copa do Mundo e é preciso ficar em alerta com os excessos. A delegada plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) - Centro, Priscilla Anuda Vieira fez questão de alertar a população sobre a criminalidade que assola este período.

(Delegada plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Foto: Mariana Anunciação)
“Na hora dos jogos do Brasil realmente os números de ocorrências de crimes reduzem. Geralmente há flagrantes isolados. Mas o que preocupa é que a violência aumenta bastante depois da partida, devido a ingestão de bebida alcoólica, os registros são mais de violência doméstica e direção por embriaguez ao volante”, destacou a delegada.
Jogo - Hoje (04), na Arena Castelão em Fortaleza, acontece o jogo que define o vencedor das quartas de final. Brasil e Colômbia se enfrentam às 17 horas (horário de Brasília).







