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Cidades

Enquete aponta rejeição ao PMDB após Lama Asfáltica

06 junho 2016 - 17h00Por Amanda Amaral

O maior partido do país e antes com peso forte em Mato Grosso do Sul, parece ter se enfraquecido após as investigações da Operação Lama Asfáltica. Em resposta à pergunta da enquete desta semana no TopMídiaNews, ‘Após a Lama Asfáltica, você votaria no PMDB nestas eleições?’, 60% dos leitores disseram que ‘nunca’, ou seja, não confiam ser representados por um político da sigla no poder.


A segunda opção da enquete apontou que 24% dos leitores só não votaria em quem foi de fato citado pelos relatórios encaminhados à Justiça. A menor parcela dos leitores, 16%, disse ser fiel ao partido e que ainda assim continuaria votando no PMDB.


A operação


Após dez meses da primeira fase, a segunda fase da Operação Lama Asfáltica, Fazendas de Lama, promete desvendar os mistérios que envolvem contratos que ultrapassam R$ 2 bilhões. Conforme as investigações, os recursos foram 'maquiados e desviados' por uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive verbas que vinham do Governo federal para o Estado.


Os 201 policiais que deram início a segunda fase da operação fizeram busca e apreensão na casa do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) e cumpriram mandados de prisão contra João Amorim, sua sócia Elza Amaral, Edson Giroto e sua esposa, Rachel Giroto.


Chamado de “chefão” e “ex-chefão”, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Puccinelli é citado nas investigações da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União. Documentos referentes à Operação, mostram que mesmo fora do governo, o ex-governador mantinha influência.


Eleições


O aparecimento do nome de Puccinelli nas investigações e o cumprimento do mandado de busca e apreensão em seu apartamento tiram de vez a possibilidade do ex-governador sair candidato.


Apesar das diversas negativas, o lançamento de candidatura estava sendo construído aos poucos. Iniciando com cinco pré-candidatos e as desistências sistemáticas uma após a outra, sobrando apenas dois nomes, do deputado Carlos Marun e do senador Waldemir Moka. Ambos já haviam comentado que não iriam ser candidatos. Sem postulantes ao pleito, o plano era pelo clamor das lideranças, André Puccinelli ser escolhido candidato pela sigla.


Em maio, uma reunião entre lideranças do PMDB, PR, PSB e PTdoB nesta semana pré-definiu uma aliança entre os três partidos em torno de uma candidatura única para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Contudo, até então somente PSB e PMDM parecem ter definido a união em 2016. Em outro encontro realizado em março, o PMDB contabilizou um total de 48 pré-candidatos em Mato Grosso do Sul.