A Casa de Recuperação Infantil Padre Antônio Müller (CRIPAM), recebeu oito eslovenas para desenvolver trabalhos voluntários em Corumbá e Ladário. As atividades já iniciaram e são desde oficinas de artesanato, à assistência psicomotora de crianças especiais. As informações são do site Diário Corumbaense.
Na segunda-feira, por exemplo, duas eslovenas estavam como voluntárias no hospitalzinho da CRIPAM, outras duas desenvolviam oficina na APAE, mais uma dupla estava no Moinho Cultural e outras, na Cidade Dom Bosco.
As eslovenas que estavam na unidade de tratamento para desnutrição, o hospitalzinho, são duas estudantes que aproveitaram as férias de verão para viajarem ao Brasil e desenvolver trabalho voluntário.
Uma delas é Barbara Mirt, estudante de Economia, que tem 24 anos e gosta muito de trabalhar com crianças. Ela afirmou, com ajuda do tradutor Antun Sabljak, que esse já era um sonho, ajudar quem necessita, então, achou essa uma oportunidade perfeita de vir com o grupo.
Ela ouviu falar pela primeira vez a respeito da equipe, através de uma amiga que já tinha vindo duas vezes. “Ela falou muitas coisas sobre a cidade, como foi. Então, consegui dinheiro para comprar a passagem e me organizar para vir”, explicou a eslovena Barbara.
Ivaneide Minozzo, coordenadora da CRIPAM, disse que as crianças são enviadas ao hospitalzinho pelos postos de saúde, por meio de prescrição médica para o tratamento, controle da desnutrição e o peso ideal para voltar para casa.
Às 07h da manhã, essas crianças são pegas nos pontos por um veículo van e ficam na instituição das 08h30 até 16h30, período em que recebem dieta alimentar com medicação, higiene, lazer e exercícios.
“Nós temos várias crianças, inclusive, na fisioterapia, encaminhadas por prescrição médica para a APAE. Além de atendermos a questão da desnutrição, no caso a reabilitação nessa parte, nós atendemos todos os problemas que são consequências da desnutrição”, explicou Ivaneide.
Na APAE, outras duas eslovenas realizam oficina de artesanato e desenho. A professora regente do 3º Ano A, Castorina Mendes Nunes, afirmou ser “muito boa” a vinda das voluntárias.
“Elas vêm, dão auxílio, orientam, inclusive uma é psicóloga e outra é pedagoga. É uma grande ajuda sim”, opinou. A APAE terá oficinas durante toda a semana, até sexta-feira, tudo organizado em uma programação. “Mas elas vão trabalhar com outras turmas. Hoje foi com essa, depois é outra turma”, completou Castorina.
Como funcionam as atividades
As eslovenas chegaram ao Brasil através do grupo POTA. Os jesuítas eslovenos têm um centro juvenil de informação denominado MIC. Desse centro surgiu a missão POTA, grupo esloveno que, uma vez ao ano, leva em torno de 70 jovens, de toda a Eslovênia, a participar de missões em diversas partes do mundo. No Brasil, oito eslovenas vieram para Corumbá e estão hospedadas na CRIPAM.







