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Fábrica de Piscinas foi totalmente destruída por incêndio e prejuízo pode passar dos R$ 3 milhões

Incêndio

14 FEV 2014
Carlos Guessy
18h15min
Só em mercadorias, prejuízo pode passar dos R$ 3 milhões. Foto: Geovanni Gomes

Um incêndio de grandes proporções atingiu no final da manhã (14), uma fábrica de piscinas da Aqua New, localizada na avenida Redentor, cruzamento com a avenida Ministro João Arinos, saída para Três Lagoas, próximo ao residencial Maria Aparecida Pedrossian, no bairro Jardim Noroeste, região Leste de Campo Grande.


O fogo destruiu completamente o galpão onde se encontrava os maquinários, fibra de vidro, resinas, modelos de piscina, inclusive quase todo o estoque de piscinas da empresa.  O prejuízo na fábrica Aqua New, foi de 100% e supera o valor de R$ 3 milhões, segundo a filha de uma das proprietárias, Annaí Bernardes, prejuízo esse que corresponde apenas à perda de mercadorias da empresa.


Completamente destruído e com risco de desabar, os Bombeiros interditaram o galpão que pegou fogo, segundo o coronel  Robson Moreira, a princípio o prédio deverá ser demolido, por causa do risco de desabamento das paredes. De imediato, o local será interditado e somente os militares poderão entrar no prédio da fábrica a partir de agora.


Segundo o responsável pela fábrica de piscinas Aqua New, o empresário, Pedro Henrique Bernardes a empresa terá  que avaliar a questão trabalhista dos funcionários, já que a fábrica foi completamente destruída.  O contrato de seguro da fábrica está em processo de renovação. Os proprietários não sabem como será a negociação para cobrir o prejuízo.


"Meus pais que são os fundadores estão desolados, eles foram correr atrás das burocracias e tentar descansar, pois o susto foi grande. Esse ano vamos fazer 30 anos da fundação da empresa Aqua New, graças a deus ninguém se feriu, a perda grande foi apenas material", lamentou.


Pedro contou que no momento do acidente, ele tinha acabado de entrar para o escritório quando escutou explosões e saiu do administrativo. Nesse momento  três funcionários que estavam do lado de fora da firma pediam socorro e ligavam para o Corpo de Bombeiros. "Temos horário de almoço para todos os funcionários, fechamos às 11h, desligamos o quadro de energia e voltamos às 13h. Tem funcionário que mora perto e vai para casa almoçar e alguns almoçam na frente ou descansam nas sombras das figueiras em frente a fábrica. No momento tinha apenas três homens do lado de fora", comentou Pedro.

Ele ainda revelou que todos os alvarás e licenças ambientais estão legalizados, conforme  a legislação. Pedro disse ainda que o total de funcionários que trabalha no galpão, gira em torno de 17 trabalhadores, incluídos serviços gerais, estoquista e peões.


As labaredas do incêndio puderam ser vistas de diversos pontos da cidade e até mesmo da BR. "Eu estava saindo de Jaraguari, vindo para Campo Grande, da saída eu já avistava a fumaça negra. Eu nem poderia imaginar que era na fábrica do meu amigo. Pensei que era pneu queimando. Quando cheguei próximo fiquei preocupado e já liguei na hora pra saber do que se tratava", disse um amigo de Pedro, Ênio Hidelbrand, 25 anos, pecuarista.


"Eu estava querendo sestear ali na frente da firma, quando nós escutamos estouros, olhamos pra trás e a fumaça já tomava conta do galpão. Como foi no atropelo nem lembro quem ligou primeiro para o socorro", comentou um dos funcionários da fábrica que estava no momento do acidente, o serviços gerais, Ramão Duarte, 40 anos.


A filha da proprietária, Annaí Bernardes, explica que a compra das mercadorias são feitas anualmente e que a de 2014 já havia sido realizada. Os estragos do prédio ainda não foram calculados. De todo o material da fábrica, apenas seis piscinas não foram destruídas pelas chamas.


O incêndio foi controlado por volta das 14h, depois  começaram os trabalhos de rescaldos. Aproximadamente cerca 70 homens, entre eles a mobilização de 38 alunos da CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças),  Militares, Defesa Civil, Agetran, Águas Guariroba, Enersul, Motoristas Particulares de pás carregadeiras, além das 15 viaturas do Corpo de Bombeiros,com um total de 110 mil litros de água para acabar com as chamas.


 

Só em mercadorias, prejuízo pode passar dos R$ 3 milhões. Foto: Geovanni Gomes
Só em mercadorias, prejuízo pode passar dos R$ 3 milhões. Foto: Geovanni Gomes
Só em mercadorias, prejuízo pode passar dos R$ 3 milhões. Foto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni Gomes

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