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Camara Maio

'Fake’ está relacionado a pessoas do mesmo convívio social, diz delegado

Anonimato

21 JAN 2014
Ana Rita Chagas
07h00min
Foto: Geovanni Gomes

Prestes a entrar na fase final de investigação  do processo que envolve criação de perfis falso em redes sociais para atacar políticos da Capital, o titular da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, Welligton Oliveira afirmou  que a maioria dos casos de fakes de internet está relacionado a pessoas do mesmo convívio social. “Não é um desconhecido. Então a ideia é justamente você identificar essas pessoas, mas, para identificar é preciso fazer um boletim de ocorrência. Feito o boletim de ocorrência  imediatamente a gente  já representa para o juiz. Identificamos os IPs dessas máquinas para saber de onde saíram  essas noticias”, informou.

Com quatro meses de investigação, a polícia apurou que as pessoas que formaram perfis falsos para atacar políticos da cidade integram o quadro de funcionários do município de Campo Grande. A investigação começou em setembro de 2013 deve ser concluída em até 30 dias. “Isso mostra que as ofensas estão direcionadas para dar descredito, ora para prefeitura, ora para  a Câmara Municipal. Mas, o fato  é que esse tipo de situação não pode ocorrer porque. se você quer discutir ideias, que seja dentro  do campo democrático do direito não por meio de um anonimato”, disse.

Formação de quadrilha - Conforme Wellington Oliveira, os servidores que foram identificados podem ser indiciados por injúria, calúnia e difamação. Segundo o delegado há ainda a possibilidade servidores  responderem por crime de formação de quadrilha ou bando. “A gente precisa desse tempo para que as coisas amadureçam. Na fase que nós estamos, agora a gente vai precisar fazer uma analise para daí então ver qual  o encaminhar, o procedimento que será deliberado pelo, e o Ministério Público Estadual fazer a denúncia para tomar as providencias cabíveis. 

Crime continua com novas ferramentas - De acordo com o titular do 1º DP, a criação de falsos perfis na internet não é um advento novo. Ele explica que em outros casos já foram detectados a mesma prática com a utilização de outras ferramentas virtuais. “Os casos calunias, injuria por meio virtual sempre existiu, mas, antigamente era por meio de Email, Orkut. Hoje é em Facebook, Wiseup, Instagran . Então quer dizer,  o crime  continua sendo o mesmo só que aplicado com outro tipo de ferramenta. No caso do ambiente virtual acaba-se identificando muito mais rápido do que no mundo real”, assegura.

Wellington Oliveira acrescentou ainda que a denúncia tem sido fator determinante para combater esse tipo de crime eletrônico. “A polícia esta se esforçando ao máximo para que isso diminua. Eu sou a favor da liberdade de expressão. No estado democrático de direito você tem  de discutir as ideias, não vira um fantasma virtual”, coloca.

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