Diogo Vilela de Oliveira, menino de 6 anos, sofre com sequelas graves de toxoplasmose e depende de cuidados integrais, em Campo Grande. Carla Villela de Oliveira, a mãe, denunciou a falta de assistência do poder público para o filho. Segundo ela, a criança está há cerca de dois anos sem andar e sem falar, e todo o sustento da casa vem exclusivamente do benefício do Loas (Benefício de Prestação Continuada).
De acordo com o relato, a mulher não consegue trabalhar porque precisa se dedicar integralmente aos cuidados do menino. Benefícios como o Mais Social foram suspensos após a concessão do Loas, e o Bolsa Família, atualmente no valor de R$ 375, é utilizado principalmente para pagar contas básicas, como água e energia elétrica.
Além das despesas fixas, a mulher arca sozinha com custos de fraldas, transporte e tratamentos médicos. Segundo ela, o acesso a serviços essenciais, como fisioterapia e fonoaudiologia, é limitado e insuficiente para atender às necessidades do filho.
Diante da falta de assistência e da impossibilidade de trabalhar, a mãe passou a organizar uma rifa beneficente para custear despesas básicas e tratamentos do menino. Cada número custa R$ 20, e o prêmio é de R$ 300 via Pix. Interessados em ajudar podem entrar em contato pelo WhatsApp (67) 9 8184-7829.
Entramos em contato com as Secretária de Saúde do Município e a Secretária de Assistência Social, para apurar a falta de suporte financeiro e a lentidão no Sus (Sistema Único de Saúde), mas ainda não tivemos resposta.
A Secretária de Saúde do Estado se pronunciou por meio de nota:
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) esclarece que o Estado atua como cofinanciador dos
serviços de reabilitação, cuja execução é de responsabilidade dos municípios, que são
responsáveis pela oferta, organização e agendamento dos atendimentos. Dessa forma,
mediante apresentação de pedido médico, o paciente deve procurar o município para realizar
o agendamento do serviço.A SES também destaca a existência de uma resolução específica da atenção domiciliar, que
viabiliza o financiamento de equipes de atenção domiciliar nos municípios. Para a realização
dos atendimentos, os municípios devem solicitar os cuidados domiciliares e estruturar a
demanda relacionada à reabilitação.A partir dessa solicitação, os usuários podem ser encaminhados para serviços como o CER
(Centro Especializado de Reabilitação), Cotolengo ou outros serviços disponíveis, conforme
definição e fluxo estabelecidos pelo município.
Matéria atualizada em 20/01/2025 para inclusão da resposta da SES.







