Durante o lançamento da campanha “Se Liga na Vida”, foi organizada uma passeata com órgãos, entidades parceiras, parentes e amigos de vítimas de mortes relacionadas ao trânsito em Campo Grande. Na Praça do Rádio, várias pessoas seguravam cartazes pedindo justiça na resolução dos casos.
Com início às 8h, a concentração também contou com carros. E às 9h30, os integrantes do Conselho de Segurança do Centro, alunos de projetos sociais da Polícia Militar Ambiental, Rotary Clube, Corpo de Bombeiros, Banda da Polícia Militar, Correios, Jacaré Triciclo Clube e da Polícia Rodoviária Federal saíram em passeata.

(Foto: Geovanni Gomes)
Para chamar a atenção do público, e principalmente conscientizar os motoristas da cidade, nove carros destruídos em acidentes foram espalhados em pontos estratégicos e vias de grande fluxo da Capital. “As pessoas precisam se conscientizar quanto as regras principais do trânsito: atenção, velocidade e bebida”, explica o Chefe do Estado Maior Geral do Corpo de Bombeiros Militar, Cel BM José Antônio Pereira dos Santos.
Outro pedido dos membros da passeata é que as leis sejam cumpridas e respeitadas por todos. “Não adianta fazer passeata sem cumprir, precisamos colocar essas ações no papel, pois muitos sonhos estão sendo interrompidos”, afirma Joel Lídio Fustino, de 37 anos, que há cinco anos sofreu um acidente de moto e perdeu a perna esquerda.

(Foto: Geovanni Gomes)
CASO GILLIARD
O policial Gilliard Félix da Silva, na época com 31 anos, morreu em março do ano passado enquanto abastecia seu carro em um posto de gasolina na saída para Cuiabá. A colisão foi causada por um motorista bêbado, que entrou na contramão e atingiu a vítima que morreu dias depois na Santa Casa de Campo Grande.
“A nossa luta é que ele pague pelo crime que cometeu. Não quero que meu irmão vire só uma estatística. Quero que nós sirvamos como exemplo”, disse a irmã de Gilliard, Aline Lira, de 25 anos. Segundo ela, o criminoso foi solto, mesmo alcoolizado, 11 dias após a morte da vítima e hoje mora em Três Lagoas.







