A fazenda "Fernanda" em Japorã está na lista de ocupações da FNL (Frente Nacional de Luta Campo e Cidade). Os integrantes do grupo ocupam desde sábado (18), áreas urbanas e rurais de diversos estados do país.
O prefeito de Japorã, Paulo Franjotti, disse que a ocupação em Japorã não durou mais que 20h, pois haviam poucas pessoas que foram expulsas no domingo (19).
"A ocupação não durou mais de 20h, porque haviam poucas pessoas, cerca de 60 ou 70 pessoas. E acabou vindo um pessoal contrário a esse movimento e expulsou eles no domingo a tarde. Eu não fiquei sabendo quem era líder, qual movimento era."
Franjotti afirma que nada oficial chegou até o Executivo e que a área supostamente ocupada era pequena.
"Só ouvi boatos, pois não fui procurado por movimento nenhum, nem a favor e nem contra e nem pelo proprietário. É uma área de terra pequena, se for muito é 120 alqueires. Então, eu não sei muito qual era o intuito disso aí."
O movimento
Sobre o movimento, a CNN Brasil divulgou que desde sábado (18), o movimento realizou ocupações nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Alagoas e no Paraná.
Chamada de “Carnaval Vermelho”, a ação reivindica “terra, trabalho, moradia e educação, através da ocupação de terras que já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir seu uso social”, diz nota da FNL.
Bolsonaro cortou orçamento
Segundo a FNL, com base em dados da Campanha Despejo Zero, há mais de 1 milhão de pessoas ameaçadas de despejos coletivos. Ainda justificam que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cortou 93% do orçamento do Programa Casa Verde e Amarela.09:20 22/02/2023
A FNL estima a participação de 2,5 mil pessoas nos atos.
A entidade pede a suspensão, venda e privatização em massa do patrimônio público da União, com os imóveis ociosos sendo destinados a funções habitacionais e de estrutura social. E ainda a retomada das obras do programa Minha Casa, Minha Vida.
Nas áreas rurais, o grupo usa uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que antes de qualquer reintegração de posse a União deve se responsabilizar pelo destino das famílias e arcar com o processo de realocação. E também solicitam a regularização fundiária na Zona Especial de Interesse Social (Zeis).
Conforme a CNN, a Polícia Militar de São Paulo explicou que as ocupações aconteceram nas cidades de Rosana, Presidente Venceslau e Marabá Paulista, no interior do estado.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de São Paulo (Aprosoja-SP) publicou uma nota na qual “condena veementemente a relativização do direito de propriedade, a destruição de patrimônio”.
“Conclamamos às autoridades constituídas; Governo Estadual e Governo Federal para que atuem de maneira firme e contundente no sentido de desmobilizar as invasões e criminalizar os líderes e demais envolvidos nestes atos que atentam contra o Estado Democrático de Direito”, continuou.







