A morte de 10 mil peixes devido ao atraso nas obras do Aquário do Pantanal virou notícia em todo o país neste sábado (11). A Folha de São Paulo publicou a matéria relatando fato e destacando a publicidade utilizada pela gestão anterior, do ex-governador André Puccinelli, do PMDB, como a obra que seria o ‘maior aquário de água doce do mundo’. A reportagem ainda afirmou que até o momento não há prazo para conclusão da obra.
Segundo a publicação, os peixes estavam desde novembro em quarentena e sob os cuidados da empresa Anambi, vencedora da licitação no valor de R$ 5,2 milhões e que seria responsável pela manutenção das espécies e pelo projeto de pesquisa. O contrato fechado com a empresa incluiria a compra de parte dos animais. Um relatório elaborado pela própria empresa tentou justificar a moter dos peixes. O documento apontou que 80% dos peixes morreram devido à queda da temperatura da água à noite, 10% devido ao transporte e outros 10% por doenças. Alguns dos animais seriam importados da África, Ásia e da Oceania.
O dono da empresa, Geraldo Augusto Silva culpou o governo pelo atraso da obra. “Nosso cronograma previa a transferência dos peixes entre janeiro e fevereiro [de 2015], só que os tanques não ficaram prontos”, disse à publicação paulista.
Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente do Estado, informou à Folha que a mortandade de peixes seria natural, porém, devido à falta de infraestrutura no armazenamento dos animais provou a ampliação da morte dos peixes. O titular da pasta destacou que o governo identificou diversas falhas técnicas durante vitorias realizadas no local, onde os peixes estavam em quarentena. A morte teria sido ocasionada devido à falta de oxigenação da água, presença de bactérias e a limpeza inadequada do tanque, por isso, acabaram ampliadas.
No mês passado, o governo atual cancelou o contrato com a empresa. Até junho foram pagos a empresa Anambi R$ 3 milhões. O Instituto Público de Meio Ambiente (Imasul) assumiu a responsabilidade da quarentena dos peixes e colocou no local equipamentos adequados para evitar novas mortes.
Custo da Obra - A reportagem também destacou que o Aquário do Pantanal custou aos cofres públicos R$ 170 milhões, sendo o dobro do previsto referente ao projeto inicial. E lembrou que o Ministério Público Estadual abriu investigação para apurar responsabilidades.
O Imasul ainda informou que a ausência de informação sobre onde os peixes foram coletados impedem que eles sejam devolvidos ao seu habitat natural. O secretário Jaime Verruck alertou que ‘no limite’ do prazo, se a obra for prolongada, os animais poderão ser doados, ou despejados em um aquário maior, ou poderão até ser abatidos e a carne distribuída.
Em recente reportagem feita pelo Top Mídia News, o Governo do Estado informou que a obra poderá ser entregue em novembro deste ano. Veja a matéria clicando aqui.
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