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Cidades

12/03/2015 17:30

Nove funcionárias cobram salários atrasados e são demitidas de Posto de Saúde

Abuso de poder

Após reivindicarem os salários atrasados, nove funcionárias da limpeza do CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Guanandi foram demitidas pela empresa Mega Sev, na manhã de ontem (11). Há dias os funcionários lutam para receber o pagamento, mas não conseguem apoio do sindicato da categoria e a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) não se responsabiliza pela situação.

De acordo com a denúncia, os atrasos de pagamento são frequentes, sendo que no último mês o dinheiro estava na conta só depois do dia 25. Além disso, não há repasses de material de limpeza por parte da empresa Mega Sev, que teve o contrato com a prefeitura renovado por mais uma ano. Revoltadas, as nove funcionárias fixas na unidade do Guanandi decidiram por conta própria não irem trabalhar e protestar em frente ao posto. Em resposta, o gerente do local decidiu demiti-las.

"A gente parou também, mas não como elas, estamos paradas dentro do posto, porque todo mundo tem medo, ninguém é unido para paralisar de uma vez. Elas foram sozinhas, sem apoio do sindicato e agora estão sem emprego. Só vamos limpar situações de emergência, como vômito e sangue", afirma uma das prestadoras de serviços que atua na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Bairro São Conrado, de 35 anos, que foi remanejada para o Guanandi para "cobrir" o buraco causado pelas demissões.

Foto: Geovanni Gomes

(Funcionárias  mostram a situação do posto de saúde / foto: Landerson Ricardo)

Segundo ela, uma das tentativas de solucionar o problema foi entrar em contato com o chefe da Sesau, Jamal Salém, mas nada foi revolvido. "O Jamal primeiramente me disse que o dinheiro ia estar na conta no dia seguinte e que ele estava no nosso lado, mas quando fomos ver não tinha caído. Liguei novamente e disse que 'se fosse depender do dinheiro já teríamos morrido de fome', então ele disse que o dinheiro foi embargado e que estava correndo atrás".

Outra funcionária, de 33 anos, que trabalha na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Comunitário) Vila Almeida e precisou ser mandada para o CRS, diz que essa situação é desumana. "Pô, a gente limpa chão! Não é fácil você ir lá fazer coisas horríveis, por exemplo, agora fui tirar um lixo do banheiro e um cara havia acabado de jogar uma fralda suja toda aberta. Passamos por cada humilhação diariamente e agora temos que passar por tudo isso". Elas também não conseguem o direito de trabalhar uniformizadas. "Acho que deveríamos ter pelo menos um uniforme. Tem dias que vamos para casa manchadas de sangue". 

As duas trabalhadoras afirmaram que se até amanhã (13), o salário não for depositado haverá uma paralisação geral dos funcionários da Mega Sev."Vamos esperar até sexta, se não cair, nós vamos procurar o sindicato na segunda e parar, com apoio ou não".

Todas as informações foram questionadas pela reportagem do Top Mídia News à Sesau, que em nota afirmou que "todos os contratados de empresas e/ou serviços terceirizados estão a cargo da Coordenadoria de Compras da Prefeitura, por isso a Secretaria Municipal de Saúde Pública não responde por essa questão que envolve a Mega Sev, tão pouco tem influência na contratação e/ou demissão de funcionários das empresas contratadas".

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