O Governo do Estado atendeu a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e suspendeu os contratos com a Proteco Construções Ltda., do mega-empresário João Krampe Amorim, para realizar as obras do Aquário do Pantanal, mas aguarda um pronunciamento da empreiteira Egelte Engenharia Ltda. antes de retomar as obras.
Segundo o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, a empreiteira foi notificada pelo governo estadual para dar prosseguimento às obras, que já estão atrasadas, mas ainda não respondeu. "Agora estamos aguardando a manifestação deles para dar continuidade a obra", ressaltou o governador.
A Egelte foi a vencedora da licitação das obras por R$ 84 milhões, mas subcontratou a Proteco Construções, que está sendo investigada pela Operação Lama Asfáltica. "Enquanto não se manifestam, a obra permanece paralisada", afirmou Reinaldo.
Na última sexta-feira (24), um dia depois do governo suspender o contrato com a empresa de Amorim, a Proteco demitiu todos os operários da obra e eles estão com medo da construtora não cumprir as obrigações trabalhistas. Muitos são trabalhadores que vieram de fora do Estado para trabalhar no Aquário.

Foto: Geovanni Gomes
Cronograma - Reinaldo ainda declarou que um cronograma está sendo elaborado pelo governo para saber quantos dias serão necessários para concluir o Aquário do Pantanal. Os peixes, que permanecem em quarentena, agaurdam a apresentação desse planejamento antes que seja escolhido seu destino final.
Representantes do governo já haviam declarado a possibilidade dos peixes serem abatidos e a carne doada para instituições filantrópicas. Ou alguns serem devolvidos para o seu habitat natural.
Recomendação - O MPF (Ministério Público Federal) recomendou que o governo estadual suspenda todos os contratos com empresa Proteco Construções Ltda, do empreiteiro João Amorim, em especial aqueles referentes às obras de pavimentação e do Aquário do Pantanal.
Conduzindo parte das investigações da Operação Lama Asfáltica, o MPE sugere uma auditoria completa em todos os contratos antes da retomada dos serviços. Se as irregularidades forem confirmadas, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) poderá responder judicialmente por omissão. Veja a recomendação completa aqui.







