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PMCG - REFIS 01 a 30/07/2019

Lei de Responsabilidade Fiscal amarra negociação salarial de servidores, diz Barbosinha

Parecer sobre a reivindicação será apresentado na próxima segunda-feira (29)

26 ABR 2019
Amanda Amaral
09h30min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo TopMídiaNews

O final de semana deve ser de intensas discussões a respeito da proposta de solução sobre o abono salarial de servidores públicos de Mato Grosso do Sul. O governo se comprometeu em apresentar uma solução na próxima segunda-feira (29), informa o deputado estadual Barbosinha (DEM).

“Levamos à equipe do governo a nossa preocupação principalmente em relação aos servidores que ganham menor salário, que teriam uma diminuição expressiva. O governo está muito sensível a isso e vamos estar debruçados sobre o assunto durante o final de semana pra, na segunda, termos encaminhamento”, afirma o deputado e líder do governo estadual na Assembleia Legislativa.

Na quinta-feira (25), representantes dos servidores estiveram entre os deputados na Casa de Leis, houve tumulto e a discussão foi suspensa. Antes, em nome do Fórum de Servidores, Alexandre Bueno discursou sobre a desigualdade na gestão estadual de gastos públicos em relação ao pagamento.

“Para o salário do governador foi aprovado um aumento de 16.38%. O salário do governador de R$ 30.400,00 aumentou para R$ 35.400,00, o dos secretários subiram de R$ 24.000,00 para 28.000,00. E nós estamos aqui hoje discutindo para não retirarem R$ 100 ou R$ 200 dos nossos pagamentos”, comparou, pedindo ainda acompanhamento mais rígido das comissões que acompanham a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Barbosinha alega que essa conta não é tão simples, limitando-se ao que diz a legislação, e ressalta que os pagamentos de salários têm sido honrados. O deputado compara a situação debatida com pensão alimentícia.

“O governo lida com a questão da necessidade e possibilidade, igual pensão alimentícia, de um lado você tem, de um lado, a criança dizendo que precisa e o pai que só pode pagar isso. Então, é necessidade e possibilidade, o dilema do estado, está amarrado ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. E a folha, sem dar reajuste, naturalmente ela aumenta, tem anuênios, promoções, e a receita não tem correspondido a esse aumento”, analisa.

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