Participando de diversas agendas do programa MBC (Movimento Brasil Executivo) em Campo Grande, o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, defendeu o projeto ‘Pátria Educadora’, que deve instituir um novo modelo de educação em Mato Grosso do Sul.
Segundo ele, o objetivo é criar “uma escola média que foque nas competências analíticas como a interpretação de texto e o raciocínio lógico e ofereça um ensino técnico com as noções necessárias para as profissões do futuro”. Seriam aplicadas novas metodologias e mudaria o currículo escolar atual.
Entre outros pontos, o plano prevê a intervenção federal em redes com maus resultados e a criação de um plano de carreira nacional para docentes. A medida é bastante discutida pelo país, e o ministro quer iniciar a aplicação das mudanças na região Centro-Oeste. “Temos que adotar o vanguardismo na educação com novo modelo de escola que abandone o decorismo e o enciclopedismo para o ensino técnico”, enfatiza.
Sobre a polêmica envolvendo o projeto que, segundo estudiosos, contrariam o PNDE (Plano Nacional de Desenvolvimento Escolar), recentemente aprovado no Congresso Nacional, Mangabeira defenda que todos os projetos inovadores sofrem com a resistência e não descarta alterar o modelo original.
“Uma grande reforma educacional terá resistência. O resultado será um conjunto de concessões. O regime federativo tem como vocação inovar. Queremos que o Movimento Brasil Central vá à frente e abrace esse projeto de educação na sua forma mais ambiciosa”, declarou durante coletiva de imprensa realizada na Governadoria.







