Com o conflito entre produtores rurais e indígenas na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, o Governo do Estado vai enviar uma equipe de assistência para auxiliar os índios em situação de vulnerabilidade. A informação ocorre poucos dias após a confirmação de que o Ministério da Justiça autorizou o envio da Força Nacional para o Cone Sul, para atuar principalmente nos municípios de Amambai, Aral Moreira e Coronel Sapucaia.
“Estamos enviando uma equipe com todo o apoio necessário, lá (no local do novo conflito, em Coronel Sapucaia) são 150 famílias que devem ter os direitos básicos resguardados”, afirmou Rose Modesto, vice-governadora e chefe da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), que comanda a operação de ajuda.
A subsecretária de Políticas Públicas para População Indígena, Silvana Terena, já foi ao local acompanhar a situação. Agora, uma equipe com mantimentos básicos, como alimentação, está a caminho da região.
Na última quarta-feira (24), um grupo mais ou menos de 30 fazendeiros, dispostos a retomar uma fazenda ocupada na segunda-feira (22), foram ao local para expulsar cerca de 50 índios da etnia guarani e kaiowá que estavam acampados no local.
“Nosso trabalho é manter as condições de vida da população mais vulnerável”, enfatizou Rose.
A vice-governadora ainda avaliou que a situação deve ser pesada com consciência, e que o Governo federal tem que fazer sua parte na resolução do conflito. “De um modo que fique bom para ambas as partes”.
Nesse mês foi completado dois anos desde a promessa do Ministério da Justiça de resolução do conflito em Mato Grosso do Sul. A saída mais esperada é o pagamento da União pelas terras aos produtores rurais.







