(67) 99826-0686
ENTREGAS

Greve dos bancos dura quase um mês e paralisação resiste a pressões

A greve já dura 29 dias e deve continuar por tempo indeterminado

4 OUT 2016
Anna Gomes
16h00min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

Sem sinalização de uma proposta por parte da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a greve nacional dos bancários completa, nesta terça-feira (4), 29 dias com forte mobilização da categoria em várias regiões do país. Ao todo, 13.245 agências e 29 centros administrativos paralisaram suas atividades, o que corresponde 56% de adesão da categoria.

“Os banqueiros insistem num modelo de retrocesso. Seguem ignorando as reivindicações dos trabalhadores referentes à saúde, segurança, igualdade de oportunidades e se recusam a sequer recompor as perdas salariais. Por isso, a categoria continua mobilizada por nenhum direito a menos. Se a Federação Nacional dos Bancos achava que a greve dos bancários iria sofrer considerável queda diante da forte pressão dos banqueiros, o cenário mostrou o inverso. A categoria está indignada e o movimento grevista continuará fortemente mobilizado”, disse o presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Roberto Von der Osten.

Proposta

O sindicato da categoria explica que a proposta, recusada na mesa, oferecia um acordo de dois anos com manutenção do reajuste de 7% para 2016, reforçando que não iriam repor a inflação este ano. Para 2017, o aumento seria de 0,5% acima da inflação.

Os bancos oferecem um reajuste que representa uma perda de 2,39%. A proposta insiste no reajuste rebaixado em 2016 e não leva qualquer avanço na manutenção dos empregos, reivindicações de saúde e condições de trabalho. Para VA (Vale Alimentação), VR (Vale Refeição) e auxílio-creche o reajuste também seria de 7%, abaixo da inflação, quando esses itens subiram em média 14%.

Os bancários acumularam uma redução salarial de 9,62% desde agosto do ano passado e os bancos recusam a fazer minimamente a correção disso.

“Todos que estão cobrando o fim da greve percebem que o que está por trás da sua persistência é a ganância e a intransigência dos patrões. Vamos resistir”, acrescentou Roberto.

Veja também