Docentes do Campus do Pantanal da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), juntamente com técnicos administrativos, categorias em greve, realizaram panfletagem e fizeram aula pública na manhã deste sábado, 20. As informações são do site Diário Corumbaense.
A ação ocorreu na esquina da rua Frei Mariano e Treze de Junho, região central de Corumbá, e teve o objetivo de conscientizar a população sobre as pautas da greve. Alunos também compareceram em apoio aos docentes e técnicos.
“Nós estamos vivendo um momento em que a Universidade pública está em perigo. Até parece estranho falar disso, mas aquilo que é público está sendo, de certa forma, privatizado com as terceirizações. Nós temos várias funções dentro da Universidade que estão sendo terceirizadas, só falta agora basicamente a função fim, que é a dos professores. Por isso nós estamos mobilizados”, explica o professor Ronny Machado Moraes, representante da ADUFMS.
Segundo o professor Ronny, são 34 Universidades, das 63 em todo o País, onde os docentes estão paralisados e 58 Universidades onde os técnicos administrativos estão em greve. Os docentes também estão greve por causa dos cortes na Educação que o Governo Federal tem feito alegando ajuste fiscal.
A aula pública teve o objetivo de conscientizar a população sobre o desmonte da Universidade e a situação em que ela se encontra. “Estamos desenvolvendo uma tentativa de conscientização da sociedade em torno das pautas da Universidade pública porque não foi só Corumbá que parou”, afirma o professor Waldson Diniz, coordenador do curso de História da UFMS/CPAN e ministrante da aula pública.
Os docentes lutam também pela democracia dentro das Universidades e pela manutenção dos investimentos públicos na educação superior.
“O Governo cortou uma quantidade significativa de recursos, diminuiu as bolsas de pesquisas, as bolsas para estudantes, desse modo não há como haver desenvolvimento econômico no País se não houver valorização da Universidade que produz patentes, pesquisas científicas e que resulta em retorno para a sociedade”, salienta o professor Waldson Diniz.
Fernando Lara, representante dos técnicos administrativos, afirma que a categoria já realizou diversas paralisações e ano passado entrou em greve, no entanto, a Justiça mandou os grevistas retornarem às atividades, desde que o Governo apresentasse proposta concreta, o que não ocorreu.
“Dessa vez, o STJ determinou que nossa greve é legal e que o Governo apresente uma proposta concreta em até dez dias, que vence na semana que vem. Diante disso, a nossa principal pauta é democracia na Universidade, onde os dirigentes se escondem atrás de uma lei da época da ditadura, e o voto não é proporcional entre os três segmentos: docentes, técnicos administrativos e alunos.”
Os técnicos reivindicam também reajuste salarial para o ano de 2016 de 27,3%, pois, segundo Fernando, é o que todos os servidores públicos federais estão buscando.







