Esquecidos há seis anos, desde a inauguração do bairro, moradores do jardim Noroeste compareceram em peso à sessão comunitária da Câmara
Esquecidos há seis anos, desde a inauguração do bairro, moradores do jardim Noroeste compareceram em peso à sessão comunitária da Câmara Municipal em uma escola da região. Além do asfalto, promessa antiga, os Ceinfs (Centro de Educação Infantil), praças e bases de segurança foram as principais queixas.
“Nossa base comunitária móvel nunca mais voltou para o bairro. Nós não temos nenhum posto de segurança. Já fizemos vários pedidos e nada”, disse o líder comunitário João de Almeida Duarte.
Já Carlos Henrique Faustino, presidente do conselho comunitários do Jardim Noroeste, reclama que o maior bairro em extensão não possui policiamento e sofre com os furtos recorrentes. “São 19 mil habitantes, é impossível não ter um posto policial”, critica.
Já Maria Aparecida de Brito, 39 anos, reclama da falta de estrutura. Ela teve de deixar o trabalho por não conseguir vaga para as filhas no Ceinf do bairro. “Eu não posso fazer nada, vou deixar meus filhos sozinhos, simplesmente tive que abandonar o meu trabalho, minha única renda”, lamenta.
A reclamação é a mesma Ivonete de Oliveira e Lucilene Pereira da Silva. As duas abandonaram seus trabalhos para cuidar das crianças. “Não tem como trabalhar. Não tem vaga em Ceinf e pagar alguém para cuidar é muito caro”, reclama Lucilene.
De acordo com o vereador Marcos Alex (PT), dois Ceinfs na região do prosa estão em fase de conclusão, mas só não foram entregues por falta do pagamento da contrapartida do município. “Só falta a prefeitura dar sua parte. A União já repassou a verba para a construção e os projetos estão em fase de acabamento”, diz.
As duas obras atenderiam cerca de 300 crianças, de acordo com o vereador. O déficit de vagas é de aproximadamente 15 mil.
Segundo o Secretário de Infraestrutura, Valtemir Alves de Brito, a prefeitura aguarda a definição do orçamento dos ministérios para poder arcar com sua parte na construção dos Ceinfs. “Nós esperamos não sofrer tantos cortes para podermos arcar com a contrapartida, mas essa é uma questão que ainda precisa de definição”, explicou.
Solicitações
De acordo com o secretário, não há previsão de pavimentação para a região. Mas, mesmo sem determinar prazo, Valtemir se comprometeu a adiantar o cascalhamento das ruas do bairro e reformar a UBS (Unidade Básica de Saúde). “Não trabalhamos com prazo, mas vamos fazer”, disse.
Quanto à praça da juventude parada há seis anos, o secretário informou que questões judiciais impedem a continuidade da obra. “Precisamos esperar que a situação judicial se resolva, antes e definir um prazo”.







