Após quase dois meses internada, a paciente Priscila Rodrigues da Silva, de 21 anos, que passou por três procedimentos cirúrgicos e perdeu o útero após adquirir uma forte infecção na cirurgia do parto, realizado no dia 12 de maio, na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, voltou para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) nesta semana.
O marido da jovem, Everton Alves Bonfim, de 23 anos, contou que as idas e vindas do CTI são constantes. "Toda vez que ela apresenta alguma melhora, eles a tiram de lá e a colocam no quarto em contato com outros pacientes também com infecção", relatou.
Para Bonfin, Priscila teria que ficar isolada para que pudesse se recuperar completamente da infecção. "Seria melhor não colocá-la em contato com outros pacientes, só assim ela poderia se recuperar de vez", afirmou. Para cuidar da mulher internada e se dedicar a filha, o jovem teve que deixar o emprego. Com as mudanças na rotina da família, Bonfim contou que precisou de acompanhamento psicológico para lidar com a situação.
"Não é fácil, mas mantenho a certeza de que ela vai conseguir se recuperar e sair do hospital com muita saúde. Sabemos que a caminhada é longa e que ela vai conseguir", declarou. Questionado sobre o posicionamento da maternidade a respeito do caso, Bonfim disse que foi orientado pelo presidente da Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avem), Valdemar Morais de Souza, a solicitar o prontuário, que foi negado pela maternidade.
Ainda sem o protocolo, Bonfim disse que aguarda a recuperação de Priscila para tomar as medidas necessárias e ressaltou que caso seja comprovado que houve responsabilidade por parte da maternidade, irá processar o hospital.
O caso - Priscila recebeu alta médica no dia 15 de maio, três dias após dar a luz a uma menina. No dia 19, com fortes dores na região da cirurgia a paciente retornou à maternidade para uma consulta, onde recebeu o diagnóstico de apendicite.
Ela foi encaminhada para o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Regional do Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. A jovem passou por três cirurgias e teve que retirar o útero devido a gravidade da infecção.







