Após 61 dias de greve, o acordo entre Prefeitura e os professores da rede municipal poderá ser decidido na Justiça, pois ambas as partes não chegaram a um “ponto comum”.
Segundo o presidente da ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Gonçalves, durante reunião na noite de ontem (7), os representantes da Prefeitura decidiram que mais nenhuma proposta de acordo será apresentada.
Ele relata que, no período da manhã, a administração sinalizou uma proposta de pagamento através do Vale Card (cartão usado para compras em supermercados), onde seriam pago mais de R$ 1 milhão aos educadores. “A categoria não aceitou, primeiro que não dá para comprar em muitos lugares com o Vale Card e nós não queremos cartão, queremos salário”, afirmou Geraldo.
Em uma segunda reunião, a Prefeitura decidiu que não será mais apresentada propostas, mas que haverá um pedido de antecipação da decisão da Justiça para o fim da greve. “Lamentamos que, após 61 dias, o dinheiro apareceu em cartão. Se apareceu é porque sempre teve”, continua o presidente da ACP.
Com isso, há possibilidade do município ter que pagar os 13% de reajuste, dividido em 10 vezes, o que já era reivindicado pelos educadores desde o início da paralisação. “Os secretários foram questionados o que fariam se tivessem que pagar os 13% e eles afirmaram que vão pagar. Se vão pagar, por que já não haviam pagado?” conclui.
Uma nova reunião entre os professores acontece na próxima segunda-feira (10), para informar a categoria da decisão.







