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Cidades

23/11/2014 12:00

Inaugurar obra incompleta pode virar crime e ameaça Aquário do Pantanal

Comprometimento

Prática comum em Mato Grosso do Sul, a inauguração de obras inacabadas pode virar crime em Campo Grande. Pelo menos é o que prevê Lei aprovada na Câmara Municipal, que pode proibir a prática. Se sancionada, a medida poderia interferir, por exemplo, na inauguração do Aquário do Pantanal, que deve ocorrer em dezembro deste ano, incompleto, conforme reconheceu o próprio governador André Puccinelli.

O vereador Eduardo Romero (PTdoB) apresentou nesta semana, a Câmara de Campo Grande, o Projeto de Lei . 7.692/14, que proibia a inauguração e entregas de obras públicas incompletas à população. De acordo com o vereador, a aprovação da lei também evitará a utilização das obras para promoção pessoal de gestores, prática comum na Capital.

Conforme o vereador, a determinação é um resguardo para que os administradores entreguem finalizadas qualquer obra pública. "Há casos de obras que não saíram do projeto e outras entregues pela metade. Não dá para criar expectativa de um serviço público e não garantir este serviço", afirma.

Obra já custou R$ 125 milhões aos cofres públicos. (Foto: arquivo/Deivid Correia)

Avenida Júlio de Castilho foi uma das entregues sem nem estar com semáforos funcionando (Foto: Arquivo/Geovanni Gomes)

Com a aprovação da lei, ruas não poderão ser entregues sem estar com a sinalização completa ou, em casos de prédios públicos, só poderão ter as portas abertas à população quando estiver com toda estrutura necessária para oferta do serviço, desde infraestrutura a contratação de profissionais.

De acordo com Romero, a lei também é uma forma de evitar a promoção pessoal dos gestores por meio de bens públicos, já que inúmeras obras são inauguradas em época de eleição ou recebem placas com referência a determinadas administrações.

A lei foi aprovada pela Câmara e aguarda apenas a provação do prefeito Gilmar Olarte (PP). O executivo tem 30 dias para dar uma resposta com relação ao projeto e pode receber veto parcial ou total.

Promoção pessoal

A promoção pessoal por meio de obras públicas é recorrente em Campo Grande. Durante as gestões do prefeitos André Puccinelli (PMDB) e Nelson Trad (PMDB), 1996 a 2012, placas eram colocadas logo no início de cada obra, inclusive, com uma  numeração indicando um espécie de contagem dos serviços públicos implantados.

Obra já custou R$ 125 milhões aos cofres públicos. (Foto: arquivo/Deivid Correia)

 Totens foram espalhados por diversos pontos da cidade durante gestão de peemedebista. (Foto: Deivid Correia)

Durante a gestão de Nelsinho, a promoção foi feita por meio de totens com seu nome. A iniciativa se tornou alvo de ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul, contra o ex-prefeito. Para o MPF, a postura viola os princípios da impessoalidade, legalidade e moralidade administrativa.

Na ação ajuizada, são citas 4 obras financiadas com recursos da União e “marcadas” com o nome de Nelson Trad Filho. Mais de 1500 totens teriam sido fixados pelo político durante sua gestão, entre 2004 e 2012, em toda a capital. 

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