Mais de 60 lideres indígenas das etnias Guarani-kaiowá, Terena, Munduruku, Baré, kambeba e Baniwa foram protestar na tarde de hoje (1), contra a morte de mais uma liderança indígena e denunciar a organização e operação de ações paramilitares em Mato Grosso do Sul, no Supremo Tribunal Federal (STF), da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Conforme o Cimi ( Conselho Indigenista Missionário), eles foram em protesto ao assassinato do Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva, de 24 anos, que foi alvejado durante um ataque com fazendeiros no dia 29 de agosto em Antônio João, distante 281 quilômetros da Capital.
O conflito começou no dia 22 de agosto, quando os indígenas invadiram as fazendas. Desde 2005 a área que está em disputa chamada Ñanderu Marangatú, é reconhecida e foi homologada como terra tradicional indígena pelo próprio Estado brasileiro.
Conforme o Dourados News, quase 1,2 mil militares do 10º e 11º Regimentos, que são das unidades subordinadas à 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada – Brigada Guaicurus chegaram em Antonio João e estão instalando os Postos de Bloqueio e Controle Estradas (PBCE) e haverá revezamento da equipe que ficará no local, apenas se houver necessidade para evitar os conflitos entre índios e jagunços. A tropa está no local e foi autorizado pela Presidente da República, Dilma Rouseff, com base no pedido do Governador do Estado, Reinaldo Azambuja.







