A vice-governadora e secretária do Sedhast (Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), Rose Modesto, lançou nesta terça-feira (19), a 1ª edição do Programa Vale Universidade, que reuniu centenas de alunos na Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
O objetivo do programa é auxiliar os estudantes matriculados em instituições do ensino superior, mas que não possuem uma renda financeira para pagar as mensalidades do curso.
"Sempre damos oportunidade para as famílias mais humildes, eliminando a questão da pobreza dos jovens. Temos uma parceria com o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) para os acadêmicos participarem de estágios, abrindo espaço para o mercado de trabalho", disse Rose.
Neste ano, haverá um processo seletivo de inverno contemplando um número maior de estudantes, abrindo 500 novas vagas para esses alunos. "As pessoas que não concorreram no vestibular de verão, agora possuem esta oportunidade inédita no Estado. O número de pessoas que ficaram fora do programa era muito grande e percebemos que precisamos combater a desigualdade social. O governo precisa investir em educação", ressaltou a vice-governadora.

Vice-Governadora durante lançamento da 1ª edição do Vele Universidade de inverno. Foto: Geovanni Gomes.
O programa garante 70% de benefício social custeados pelo governo do Estado e mais 20% de desconto pela universidade conveniada totalizando 90% de incentivo, restando apenas 10% para o pagamento do acadêmico. Nessas condições o estudante consegue concluir os estudos e, com a experiência adquirida no estágio, alcança uma colocação no mercado de trabalho depois de formado.
Segundo Rose Modesto, uma outra novidade do Vale Universidade será a questão indígena. De acordo com a vice-governadora, antigamente os indígenas só conseguiam estudar nas Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). Rose diz que agora quer fazer com que os esses universitários possam aprender em qualquer faculdade. "Vamos fazer um novo decreto para contemplar o vale indígena, queremos inserir esses estudantes em qualquer universidade do Estado", explicou.

De acordo com a estudante Gabriela Gomes Fernandes de 19 anos, contemplada pelo Vale Universidade, ela não conseguiria estudar se o programa não existisse em sua vida. "Faço arquitetura e a mensalidade do meu curso custa mais de mil reais. Cm o vale, pago bem pouco e consigo crescer na vida. Estou fazendo estágio e é importante para o meu crescimento", disse a jovem.

Estudante Gabriela Gomes Fernandes de 19 anos, contemplada pelo Vale Universidade. Foto: Geovanni Gomes.
Para as outras alunas Cinthia Shimidt de 19 e Jéssica de Oliveira de 24, ambas estudantes do curso de farmácia de uma universidade particular da Capital, também relatam que o programa foi essencial para ter uma vida instável no futuro. "Fazemos estágio na nossa área e conseguimos um grande desconto na faculdade, não teríamos condições financeiras de bancar as mensalidades do nosso curso", disse as duas amigas.







