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Cidades

Justiça vai indicar áreas para resolver conflito de terras em MS

27 setembro 2015 - 14h05Por O Progresso

O Ministério da Justiça vai indicar até dia 30 de setembro as áreas que deverão entrar em negociação com o objetivo de resolver os conflitos que envolvem ruralistas e etnias indígenas em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pelo assessor especial do Ministério, Flávio Chiarelli de Azevedo, em reunião promovida pelo Governo do Estado, quinta-feira, na sede da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).


Depois de se reunir com representantes Terenas pela manhã, o assessor se mostrou otimista em relação ao encaminhamento que está sendo dado à proposta de criação de uma mesa de negociações para compra de áreas, apresentada pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em sua vinda ao Estado.


A indicação se deve à dificuldade de ambas as partes, indígenas e produtores, em apontar as áreas prioritárias para a análise da mesa de negociação. “Percebemos uma grande disposição do Governo Estadual para resolver o problema”, afirmou.


A reunião teve a participação do Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Silvio Cesar Maluf; do Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel; do chefe do Centro de Operações do Comando Militar do Oeste, general Carlos Sérgio Câmara Sau e do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Maurício Saito, além da representante da Advocacia Geral da União (AGU), Adriana Rocha, de delegados da Polícia Federal e representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai).


Atualmente, 95 propriedades rurais estão ocupadas por povos indígenas em Mato Grosso do Sul. Cinco delas em Antônio João, mais recente foco de conflitos do Estado, que tem a presença da Força Nacional e pelo Exército.