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Lanchódromo ainda sofre por instalação em ambiente marginalizado

Má reputação

15 DEZ 2013
Renan Gonzaga
08h32min
Lanchódromo. Foto: Renan Gonzaga

Muito se falou da transferência dos "dogueiros" da Avenida Afonso Pena, no ano de 2011, para os possíveis lugares onde os trailers de lanches se juntariam para formar o atual lanchódromo. As opções mais citadas, na época, foram o Horto Florestal e a Praça Aquidauana, ambos na região central de Campo Grande.

Depois de dois anos e muitas polêmicas, os trailers se instalaram na antiga rodoviária. E para muitos campo-grandenses, já é um ponto tradicional e parada obrigatória na hora da fome. Mas é fato que várias pessoas ainda possuem preconceitos por ser um local considerado marginalizado.

Durante o dia não é difícil encontrar mendigos dormindo pelo chão, dividindo espaços com pombas e cachorros de rua. A população que passa pelo local parece estar acostumada com as cenas. Por volta das 18h os primeiros trailers começam a chegar e quando a noite cai, a maioria já está instalada em seus lugares.

"A gente sofre porque tem muita sujeira e bandido por aqui de dia, tem cliente que já chega com olho torto, querendo ir embora", revela o atendente de uma das lanchonetes que não quis se identificar. Segundo ele, a maior reclamação é o aspecto sujo do local, apesar de garantir que seu estabelecimento cumpre todas as normas de higienização.

Persistência - Por outro lado, o lanchódromo conseguiu conquistar clientes fixos, principalmente moradores das proximidades. Mas vale ressaltar que muitas pessoas vem de longe para pedir lanches do lugar, já tradicionais na cidade, principalmente quem sai das festas durante a madrugada ou começo da manhã e tem o centro como rota de volta pra casa.

A jovem Camila Aires, de 23 anos, não vê problemas em comer no lanchódromo, até por se sentir acostumada com a situação. "Se for parar para pensar, na Afonso Pena não era muito diferente. Quantas vezes eu estava lanchando e parava algum morador de rua pedindo moeda?", questiona a assistente administrativa.

Porém, uma reforma seria algo positivo, principalmente na questão visual do lanchódromo. "Sempre está lotado quando eu vou. Não me incomodo, mas acho sim que eles podiam melhorar a aparência do ambiente. Dar uma pintada porque o prédio ta bem antigo", explica a estudante.

Quem lancha no local tem que se acostumar com as pombas, apelidadas de "ratos de asas" pela população das grandes metrópoles. "Elas realmente incomodam, deixam uma impressão de lugar sujo", afirma Camila.

As aves transmitem pelo menos seis tipos de doenças através das fezes. Entre elas estão a criptocose, que pode dar meningite; a histoplasmose, que pode dar doenças pulmonares, a salmonelose, que pode dar distúrbios gastrointestinais, além de dermatites e alergias.

Procurada para responder sobre a questão da segurança do local, além da sujeira, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande não se manifestou até o fechamento dessa matéria.

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