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quarta, 28 de outubro de 2020
Cidades

Leitores defendem que roupa não define caráter e atitude em pesque-pague foi machista

“Roupa não define caráter, até porque tem muita gente andando ‘engomadinho’ por aí e não vale nada", opina leitor

16 outubro 2020 - 15h00Por Nathalia Pelzl

No último dia 12, Feriado de Nossa Senhora de Aparecida, Vanessa Pereira, 18 anos, enfrentou uma situação desgastante em um pesque-pague perto de Campo Grande.

O dono do local teria dito para ela não voltar lá com a roupa que usava, em razão do ambiente ser ''de família''.  Ela estava com uma saia com uma fenda lateral e um cropped.

Vanessa disse que conversou com um funcionário do estacionamento, que justificou que a roupa dela estava imprópria e, sendo assim, caso algum homem mexesse com ela, daria problema para o pesque-paque. 

Em nota, o dono do pesque-pague Irmãos Valente, em Campo Grande, defendeu a atitude de orientar uma visitante a não voltar mais ao local usando uma vestimenta que ele classificou como ''inadequada'' para seu estabelecimento.

Após o ocorrido, o TopMídiaNews conversou com leitores, homens e mulheres, para saber o que pensam a respeito e, afinal, roupa define caráter?

Aos 23 anos, Karoline de Campos precisa enfrentar o preconceito até mesmo dentro da família. Devido ao calor que faz, a jovem reforça que se sente confortável ao usar saias, shorts, cropped, contudo, é julgada diariamente.

“Roupa não define caráter jamais, o jeito que você se comunica é muito mais do que isso. Nossa sociedade é muito machista, passado de geração em geração. Antes não podia nem batom vermelho, mulher com essas roupas eram ditas como mulheres que nunca teriam um ‘bom casamento’. Minha família quando me vê com roupa curta fala: ‘Karol, bota uma roupa decente’, só que não tô nem aí, isso (machismo) é muito impregnado na nossa sociedade”.

Karol acredita que precisa ocorrer uma mudança, até mesmo no pensamento de muitas mulheres. “É preciso mais sororidade e empatia entre nós. Parece que algumas mulheres ficam ofendidas quando estão perto de outras com decote e roupa curta, começam a apontar e dizer coisas que não deveriam ser ditas”.

Assim como Karol, Thalysson Pereira, de 23 anos, diz que isso é ultrapassado e ainda faz um questionamento sobre a posição do dono do pesqueiro. “Gente, era um pesqueiro, não faz sentido esse posicionamento, pela foto da jovem não tinha nada de mais”, disse.

“Roupa não define caráter, até porque tem muita gente andando ‘engomadinho’ por aí e não vale nada. As pessoas se vestem da forma que se sentem bem e isso não interfere em nada na vida de ninguém”.

Cristã, a jovem Lorrainy da Silva Monteiro Lopes, 23 anos, é mãe de um menino e luta para que o filho se torne alguém que ame ao próximo antes de julgar.

“Infelizmente, existe muita intolerância com o próximo. Não tem amor ao próximo, todas as mulheres passam por isso, muitas mulheres criticam as outras. Não há compreensão, companheirismo, unidade entre nós”.

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