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Lideranças se reúnem para discutir rumos do movimento comunitário em Campo Grande

Movimento Comunitário

11 MAR 2014
Aline Oliveira
07h00min
Arquivo Pessoal

Entidades municipais e estaduais do movimento comunitário estiveram reunidas no último sábado (8), no prédio da Antiga Rodoviária, para discutir o fortalecimento da categoria, bem como buscar propostas para o funcionamento dos conselhos municipais na Capital.

 

Na ocasião estiveram reunidos representantes da Unimar, Ucaf, Feumans, Famems e conselheiros regionais de diversas regiões da cidade. De acordo com o presidente da Federação Estadual das Uniões de Associações de Moradores de MS (Feumams), Amarildo Garcia Nantes, o encontro proporcionou a discussão de novas ideias para o trabalho das lideranças, além de definir uma linha de atuação mais concisa junto aos poderes estabelecidos.

 

“Tivemos a oportunidade de reformular algumas diretrizes do movimento comunitário e unir esforços para buscarmos respostas de nossas reivindicações junto ao poder público. Queremos também deixar claro a boa vontade do nosso trabalho, não fazemos por dinheiro, mas sim por um ideal e para levar melhorias as nossas comunidades”, alegou.

 

Nantes lembrou o início do movimento comunitário em Campo Grande e destacou a importância da dedicação dos participantes. “Nossos grandes líderes comunitários envelheceram e outros já se foram. Precisamos apoiar os novos trabalhadores que lutam por uma sociedade mais justa e mais igualitária”, complementou.

 

Proposições - Já o presidente da União Municipal de Associações Regionais (Unimar), Francisco Rodrigues de Mesquita propôs uma aproximação com todas as lideranças comunitárias da Capital e aproveitou para dar uma sugestão. “Nós temos que marcar reuniões com todas as lideranças, das sete regiões urbanas da cidade para conversarmos, nos acertarmos e falarmos a mesma língua. Temos que comprovar a independência do nosso trabalho para que sejamos reconhecidos. Proponho também solicitarmos à Câmara Municipal a criação de uma comissão permanente do movimento comunitário”, ressaltou.

 

O presidente do Conselho Regional do Imbirussu, Elvis Rangel da Silva ressaltou a importância de se criar uma identidade para os conselhos regionais por meio de capacitações direcionadas aos problemas da cidade, como saúde e educação, por exemplo. “Os problemas da cidade tem que ser levados para dentro dos conselhos, pois, só assim conseguiremos atuar nas necessidades mais relevantes. Diariamente somos procurados por cidadãos que solicitam vagas nas escolas e Ceinfs, que clamam por auxílio para realizar um exame ou uma cirurgia, e nos sentimos impotentes quando não conseguimos atender os pedidos”, desabafou.

 

Já a presidente da Ucaf (União Campo-grandense de Favelas), Patrícia Souza de Oliveira espera que com a mobilização seja resgatada a confiabilidade do movimento, por meio do respeito a diversidade de opiniões e da participação mais ativa. “Nós somos a voz do povo e como tal temos que criar caminhos para sermos ouvidos pelo poder Executivo, que tem deixado a desejar no diálogo. Queremos mostrar a profundidade do nosso trabalho e a quantidade de informações que colhemos para auxiliar no gerenciamento da administração pública. Acredito que devemos nos esforçar para amenizar os conflitos políticos e participarmos colaborativamente para o desenvolvimento de nossa cidade”, argumentou.

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