Rosimeire Martins de Campos, 31, pede ajuda para salvar a vida de sua filha, a pequena Layssa Yasmim de apenas oito anos. Ela afirma que houve negligência médica do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, durante o tratamento da criança.
O drama de Yasmim começou em novembro de 2013, quando foi diagnosticada com câncer na cabeça. Rosimeire explica que o tratamento começou na Santa Casa e depois a menina foi transferida para o hospital do câncer, onde foi iniciado o tratamento de radioterapia que acabou causando uma estenose no esôfago da menina, impedindo a progressão normal de saliva e alimentos.
Em abril de 2014, depois de várias cirurgias e um constante tratamento, a garota começou a sentir fortes dores no estômago e chegou a vomitar sangue. A mãe da menina contou que diversas vezes ela pediu para os médicos fazerem um exame de endoscopia na criança, pois sabia que existia algo de errado.
"Fiquei durante meses pedindo para fazerem o exame e eles apenas me diziam que a endoscopia iria fazer minha filha sofrer muito e que não era necessária, ainda apontavam que era apenas um refluxo gastroesofágico, passavam alguns medicamentos, mas nada resolvia", lembra a mãe da criança.
Rosimeire ainda diz que chegou a questionar os médicos. "Existem vários exames, quer dizer que minha filha vai conviver com esta dor todos os dias, todos os meses?", disse indignada.

Já em abril do ano passado, a garota terminou o tratamento de radioterapia, mas os meses passaram e as constantes dores continuaram diariamente. Cansada de ver de perto o sofrimento da filha e vendo que a menina não conseguia comer mais nenhum alimento, Rosimeire que mora com Layssa em Nova Alvorada, interior do Estado, resolveu ir até o hospital do município. A princípio, os médicos da cidade desconfiaram de uma úlcera, mas como não existia recursos para diagnosticar, mãe e filha novamente foram encaminhadas para a Santa Casa da Capital.
Chegando em Campo Grande, resolveram fazer a endoscopia que Rosimeire tanto pediu para os médicos do Hospital do Câncer. No exame, foi diagnosticado gastrite hemorrágica e a estenose no esôfago da criança. "Tudo que minha filha comia não conseguia chegar até o estômago, porque o esôfago ficou completamente fechado. Ela não consegue tomar nem água", diz a mãe emocionada.
"O que me revolta é que pedi muito para fazerem o exame na minha filha e eles simplesmente não me deram bola, diziam que eram outras coisas, não deram a mínima atenção para o que minha filha sentia. Alguns médicos não conseguiram acreditar que uma criança de apenas oito anos conseguiu conviver com tanta dor. E agora, devido a espera, minha pequena corre o risco de nunca mais conseguir se alimentar pela boca, apenas por sonda. Isto é uma posição que eu não admito. O erro de não terem diagnosticado antes do problema se agravar foi do hospital. Preciso, necessito, imploro para o bem da minha filha. Espero que me encaminhem para algum hospital que possa resolver o problema dela, pois aqui, eles dizem que ainda vão estudar o caso. Não temos muitas condições financeiras, dependemos da saúde pública, mas se me encaminharem para qualquer lugar do país, eu vou para salvar a vida da minha menina", finaliza.







