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há 5 anos

Mãe que presenciou assassinato de Eloá redobra cuidados com filhas: 'crime brutal'

"Redobrei os cuidados com as minhas filhas, fiquei restritiva. Eu peguei a Eloá no colo após ela ter sido jogada”, desabafa

Com uma filha com o mesmo nome de Eloá Aquino Carvalho, 3 anos, morta após ser atacada e jogada no chão por Cecílio Martins Centurião Júnior, 34 anos, a dona de casa Kary Hellen Christina Barros Barbosa, 30 anos, disse que redobrou os cuidados com as filhas após presenciar a cena.

O crime aconteceu em dezembro de 2019, na região das Moreninhas, em Campo Grande. No dia 11, quando tudo aconteceu, ela disse ao TopMídiaNews que precisou dormir à base de calmantes devido ao impacto da cena.

Agora, ela se tornou testemunha no caso, foi ouvida na 2ª vara do Tribunal do Júri na Capital no começo do mês e pontua sobre como agiu com as filhas depois do crime.

“Depois de tudo que aconteceu, redobrei os cuidados com as minhas filhas, fiquei restritiva. Eu presenciei, peguei a Eloá no colo após ela ter sido jogada”, comenta.

Kary comenta que estreitou os laços com a mãe de Eloá e que tudo ainda é muito doloroso para a família.

“Conversamos um pouco depois da audiência, falei que tinha visto ele, ela perguntou a minha reação, contei que fiquei nervosa, apesar da Eloá não ser minha parente, eu acabei ficando muito presente na situação. Ela agora está revivendo tudo de novo, pra ela é muito difícil, não queria estar na presença dele. É muito forte, é a filha dela, foi muito brutal, muito cruel o que ele fez”, diz.

O réu

No dia da audiência, Cecílio, que sofre de esquizofrenia e está preso em ala psiquiátrica do Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, chegou ao local acompanhado por escolta e acompanhou todos os depoimentos.

Ele foi denunciado em dezembro pelo MPE (Ministério Público Estadual) por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Por causa da doença, é possível que Cecílio não seja levado a júri popular. Ele foi diagnosticado como esquizofrênico em 2007 e já havia sido interditado pela Justiça.

Entenda

No dia 11 de dezembro de 2019, a pequena Eloá estava com a mãe, 31 anos, na Rua Baobá, Moreninha III.

Ela foi retirada do carrinho por Cecílio e arremessada ao chão duas vezes. Testemunhas conseguiram contê-lo e ele foi detido.

A menina ficou internada na Santa Casa de Campo Grande e teve a morte encefálica confirmada no dia 13 de dezembro.

A família optou pela doação de córneas e rins, sendo que estes foram enviados para São Paulo.

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