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Cidades

30/08/2015 07:15

Mães homenageiam vítimas do tráfico na fronteira em missa ao ar livre

Três anos após o crime bárbaro que tirou a vida dos jovens Breno Silvestrini, 18 anos, e Leonardo Fernandes, 19, em Campo Grande, familiares e amigos convidam a população da Capital para participarem de uma Missa Campal pela Paz em homenagem aos meninos e todas as vítimas da violência em Mato Grosso do Sul. Na época, uma quadrilha sequestrou de maneira aleatória e ceifou a vida dos universitários, com a presenção de levar o veículo que ocupavam para trocar por drogas na Bolívia.

A missa vai ser realizada no próximo domingo (30), às 9h30, no Bosque da Paz, no bairro Carandá Bosque, entre as ruas Folhagens, Mário de Andrade e Kame Takaissu, para que todos vejam e participem. “Desejamos que a ideia se espalhe, por isso escolhemos realizar em um lugar aberto, propagando as bênçãos”, disse Angela Fernandes, mãe de Leonardo. “A maior intenção é que a comunidade, jovens e familiares de vítimas do tráfico se unam para mostrar que a violência pode sim acabar, que podemos viver em paz”, diz a mãe de Breno, Lilian Silvestrini. Também foram convidados autoridades, como a vice-governadora Rose Modesto e deputados.

Foto: Geovanni Gomes

Lilian senta ao lado da foto do filho, Breno. Foto: Geovanni Gomes

A praça leva o nome dos jovens, pois era um local onde os dois costumavam frequentar. Há um plano para revitalizar o espaço, para que o mesmo seja utilizado pela comunidade para esportes, caminhadas, feiras e eventos culturais. Segundo elas, desde que foi renomeada, a praça tem sido um ambiente mais seguro, mas também há previsão de que o policiamento seja fortalecido. “Não adianta melhorar projeto, se as pessoas não começarem a ocupar o lugar que tem direito de utilizar”, diz a mãe de Leonardo.

Mães da Fronteira

A Associação Mães da Fronteira surgiu em 2013, visando combater a impunidade e auxiliar familiares e amigos de vítimas do tráfico entre Brasil, Paraguai e Bolívia. Juntas, as mães realizam palestras e rodas de conversa em escolas e outros lugares, para conversar com os jovens sobre a questão e, assim, tentar aproximá-los da realidade do problema no nosso estado, além de tocarem outros projetos relacionados.

“Se saímos de lá [de uma escola] e conseguimos convencer ao menos um adolescente de que o perigo existe, que o tráfico é uma coisa terrível, já ficamos imensamente satisfeitas”, diz Lilian. A mãe completa dizendo que “o jovem tem que parar pra pensar que tem que se cuidar. Infelizmente, a guerra das drogas existe, os sequestros também, ninguém está imune a nada, mas só conseguimos ter essa percepção se algo de ruim acontece próximo a nós”.

Por enquanto, a Associação funciona na casa de Lilian, mas o espaço já não comporta as reuniões e atividades que o grupo desenvolve, por isso a intenção é de, em breve, transformar a Mães da Fronteira em uma federação. Para isso, elas explicam que seria necessário unir ao menos associações em cinco estados diferentes, para que então o movimento tenha sede própria e mais força, atuando diretamente junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Já temos apoio do pessoal de Santa Maria (RS), de Sinope (PR) e de São Paulo (SP). Acho que está próximo de acontecer”, relatou Angela. Com a ampliação do movimento, elas planejam realizar mais visitas em bairros e realizar audiências públicas com a população.

Foto: Geovanni Gomes

Angela explica que o movimento tem ganhado força estado afora. Foto: Geovanni Gomes

“Governo alega que não tem verba, mas na realidade o que podemos perceber é que não há atenção suficiente pra essa questão. A segurança deveria ser vista igual educação e saúde, uma área não se sustenta sem a outra”, disse Lilian, que afirmou, porém, que uma rede parlamentar de segurança pública foi montada junto aos deputados e já está em andamento na Assembleia Legislativa.

“Quando a gente entender que até o simples hábito de ir a Ponta Porã fazer compras sem pagar imposto é errado, as coisas talvez mudem de verdade. Não tem diálogo com outros países, estamos na rota, né, moeda de pagamento é a cocaína e a maconha”, finalizou.

Qualquer pessoa que se interessar em ajudar e participar das ações pode se inscrever, entrando em contato pela página do Facebook.

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