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Cidades

Maioria dos leitores não apoia ocupação de prédios públicos como forma de manifestação

Enquete apontou que quase 80% de leitores do TopMídiaNews não acham que a atitude é solução para reivindicações

21 novembro 2016 - 16h13Por Amanda Amaral

As ocupações em prédios públicos são forma de protesto frequente, com o objetivo de paralisar as atividades ali desempenhadas e, assim, chamar atenção da mídia e do poder público para que as reivindicações de um manifesto sejam, ao menos, ouvidas. Contudo, em enquete proposta pelo TopMídiaNews, 79,37% dos leitores opinou não concordar e 20,63% disse apoiar a atitude de protesto.

Em 2016, após o início da tramitação da PEC 55 no Senado – proposta pelo governo Michel Temer (PSDB), inicialmente como PEC 241 – escolas de diversas partes do país foram ocupadas para tentar barrar a aprovação do texto, que limita gastos da educação e saúde. O protesto refletiu também em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, o prédio da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) segue ocupado desde o início do mês. Em Dourados, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) permaneceu ocupada por nove dias.

Em Três Lagoas, os dois campi da Universidade Federal também foram ocupados, mas as aulas acontecem normalmente desde a quarta-feira (16). As atividades acadêmicas na Universidade Federal em Paranaíba, paralisadas desde a madrugada de terça-feira (15), foram retomadas nesta segunda-feira (21).

Quanto a essas ocupações, o MEC (Ministério da Educação) se posicionou de forma quase neutra, ao afirmar que a Constituição Nacional assegura tanto o direito de manifestação, quanto o direito de ir e vir e a educação para quem quer estudar. Já o presidente Temer chegou a dar a entender que os estudantes que manifestam 'não saberiam' sequer do que se trata uma PEC.

Outras Ocupações

Recentemente, também em Campo Grande, o prédio da Funai (Fundação Nacional do índio) foi ocupado em protesto contra a nomeação do coronel da reserva, Renato Vidal Sant'anna, como coordenador regional do órgão. Durante o ano passado, o prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi ocupado por vários dias em protesto de centenas de pessoas a favor da aceleração de demarcações de terra.

Ainda em 2015, em uma das ocupações mais noticiadas na Capital, artistas ocuparam a Fundac (Fundação Municipal de Cultura) em protesto contra o descumprimento da Lei que destina 1% do orçamento municipal para a Cultura. Na época, os ocupantes receberam manifestações de apoio da população. Panos brancos foram colocados nas janelas dos prédios da vizinhança e alimentos foram deixados no local.

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