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Cidades

24/08/2015 19:00

Manifestação pede políticos longe de departamento indígena

Centenas de indígenas ligados ao Disei (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul) manifestam contra as indicações e pedidos dos políticos. Há um ano, a missão indígena e coordenada pelo indígena Kadiwéu Hilário da Silva, e os índios ressaltam que os lideres da bancada do PT, estão há quatro meses tentando intervir na saúde e mudar a liderança.

 

Foto: Geovanni Gomes.

Foto: Geovanni Gomes


O médico e coordenador do Disei, Wanderley Guenka , explicou que não existe motivo para lideranças políticas ocuparem cargos devido a missão estar caminhando com dados positivos. “ Fui convidado pelo Hilário para voltar a fazer parte da equipe e cuidar da gestão e saúde dos indígenas e estamos caminhando. Não falta medicamentos nas aldeias".

 

A missão tem o objetivo de levar atenção básica dentro das aldeias. "Existe uma pressão em cima da coordenação. Conseguimos 15 viaturas novas para atender que estão nas aldeias, caminhão, 106 tipos de medicamentos, 400 bicicletas, uniformes, equipamentos de proteção para os profissionais de saúde, construções de postos de saúde”.

 

Foto: Geovanni Gomes.Wanderley disse que o objetivo e levar saúde para as aldeias. Foto: Geovanni Gomes. 


Os índios foram até o escritório do senador Delcídio do Amaral (PT), na rua Antônio Maria Coelho, para manifestar e foram recebidos por representantes dos políticos. O líder do conselho de saúde de Brasilândia, Marcelo Silva, 31 anos, disse que os políticos da bancada do PT, mandam curriculum e sugestão de nomes para ocupar cargo na pasta. “ Sou indígena e estou contente com o trabalho da missão indígena. Não quero que troque a gestão. Há quatro meses ocorre essa pressão. Pode sair nas aldeias e ver o avanço na saúde. Temos vários polos básicos. No Mato Grosso do Sul temos 68 mil indígenas distribuídos em oito etnias, com um distrito e 98% dos índios que recebem atendimento do Disei, não querem que troque a gestão”. 

 

O indígena Kadiwéu , Hilário da Silva Hilário da Silva, acredita que  a presença de políticos dentro do Disei,  pode ocorrer uma decadência do trabalho já realizado. Augusto Aquino, 46 anos, coordenada cinco aldeias nos distritos de Amaral Moreira, Anhanduí, Coronel Sapucaia. “ Na região sul não aceitamos políticos para coordenar os índios. Hoje temos equipamentos de saúde e recebemos reformas nos postos de saúde. Temos transporte. Teve melhorias. Os índios de Paranhos, Dourados e Iguatemi também pensam igual. Na equipe que anda fazendo o bem não se meche”. A reportagem ligou para o escritório do senador Delcídio do Amaral (PT) e não houve retorno. 

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