Vários movimentos sociais tomaram às ruas de Campo Grande em apoio a presidente Dilma Roussef (PT). O movimento é uma resposta a série de mobilizações marcadas para o dia 15 de março, domingo, e que pedem a saída da presidente. Mais de 5 mil pessoas estiveram nas ruas, de acordo com os organizadores da manifestação. A Polícia Militar confirma apenas 1,8 mil.
Representantes do MSTB (Movimento de Trabalhadores Sem Terra do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), FETEMS, (Federação dos Trabalhadores da Educação), Movimento da Agricultura Familiar e ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) estiveram presentes no ato que partiu da Praça do Rádio Club.
De acordo com o soldador Elcio Pulquerio Alves, 32 anos, a manifestação é contra o aumento dos impostos, mas a favor da reforma política. “Viemos protestar contra o aumento dos impostos. Mas somos a favor da reforma agrária e política e achamos que não vai mudar muita coisa a Dilma sair, deixa ela lá”, afirmou.
Para o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves, o movimento é principalmente contra medidas que diminuíram os diretos trabalhistas “O movimento partiu de uma discussão nacional contra a corrupção. Somos a favor da reforma política e vivemos defender também a participação das mulheres na politica”.
Ele explica que o movimento não deixa de ser uma resposta ao panelaço realizado no último domingo (8) durante o pronunciamento da presidente em rede nacional. “Esta foi uma manifestação popular duvidosa, porque não foi para dizer que a panela estava vazia, mas para dizer que a mulher tem voltar para a cozinha”, finalizou.
Vice- cacique da aldeia urbana Água Bonita, o guarani kaiowá Alexandre Arevano, 64 anos, disse que as reivindicações são, também, por terra. “Viemos fazer reivindicações de nossas terras. 128 famílias vivendo em condições precárias. Não tem posto de saúde, não tem energia não tem água, vivemos de forma clandestina”, reclamou.
O deputado federal Zeca do PT afirma que é um movimento legítimo da democracia conta o golpe. “Viemos apoiar a pauta dos movimentos sociais e defender que a tributação também atinja os ricos”.
O aposentado Odair Soares, 60 anos, veio de Aquidauana para o manifesto e se diz contra a saída da Dilma por conta do denuncismo feito desde a época em que o PT assumiu o poder.
Já o deputado estadual Amarildo Cruz, PT, o sucesso do ato demonstra que há mais apoio do que contrariedade diante da administração de Dilma.







