Marcada por um verdadeiro espetáculo, a manifestação contra a corrupção lotou as ruas de Campo Grande neste domingo (15), data escolhida para protestar em todo o Brasil. A Avenida Afonso Pena, principal via da Capital, ficou interditada por mais de quatro horas.
Os números são confusos. A Polícia Militar estimou entre 20 mil pessoas e, "no máximo", 40 mil pessoas. A organização estima que o número chegou a 100 mil participantes.
O protesto teve início na Praça do Rádio Clube, e seguiu até a Casa do Papai Noel, nos altos da Afonso Pena. De lá, os manifestantes começaram a se dispersar, em especial no Shopping Campo Grande, onde muitos esqueceram a manifestação para visitar o local.
Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes carregavam faixas e gritos de ordem se manifestando contra o PT, partido da presidente Dilma Rousseff. Pedidos de intervenção militar também foram vistos e ouvidos entre os manifestantes.
Além das bandeiras a favor do impeachment da presidente e da volta da Ditadura Militar, o manifesto na Capital fica marcado pela alta tecnologia, com direito a drones, aeronaves e o já tradicional selfie.
Mesmo organizado - pelo menos na teoria - só pelas mídias sociais, o protesto contou com aparato técnico invejável, com direito a três trios elétricos, além de megafones e apitos distribuídos aos manifestantes. Ao mesmo tempo, a maçonaria se fez presente publicamente, assim como grande número de advogados.
Espetáculo
Apesar do cunho político, o protesto serviu de oportunidade para fazer social e exibir posses. Pilotos de três aviões de pequeno porte executaram rasantes sobre o público durante todo o protesto, arrancando mais gritos contra Dilma e aplausos.
Inúmeros motociclista também chamaram a atenção por cumprirem o percurso da manifestação sobre veículos considerados de luxo. O cavalo também serviu como meio de transporte para pessoas vindas no interior de Mato Grosso do Sul, em especial de Dourados.
O manifesto contou até com música própria, com pedido especial de impeachment da presidente Dilma. A canção foi tocada diversas vezes no trio elétrico.
O registro para arquivo pessoal dos manifestantes também contou com drones e inúmeros selfies de celulares de última geração. A ex-presidente da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Juliana Zorzo, foi uma das que fez questão de compartilhar o registro nas redes socias.

(Vista do protesto em frente ao Shopping Campo Grande / foto: Vinícius Squinelo)







