Ainda não há solução para o impasse entre a prefeitura de Campo Grande e diversas classes de servidores municipais. Mesmo com acordo firmado, servidores da educação, por exemplo, não desistiram de entrar na Justiça para forçar o pagamento do reajuste. Já os médicos seguem paralisados por tem indeterminado. No final da tarde de quinta-feira (7), novos cortes salariais despertaram a ira de professores, que decidem se vão paralisar na segunda-feira (11).
De acordo com o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, a suspensão do pagamento do 13º e das férias de professores convocados surpreendeu os trabalhadores. “Mesmo que a prefeitura tenha um histórico de não avisar a categoria sobre essas decisões, nós não esperávamos por isso”, disse.
O oficio encaminhado pela prefeitura ao sindicato está sendo distribuído para todos os professores e uma assembleia marcada para às 15 horas de segunda-feira irá definir se a categoria entra em greve. “Nós não queremos ameaçar com greve, mas é a categoria que irá decidir sobre isso. É um corte muito ruim para os professores”, explicou Geraldo.
Já os médicos seguem paralisados por tempo indeterminado. Na manhã desta sexta-feira (8), uma reunião entre prefeitura e representantes da categoria terminou sem avanços. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sindmed), nenhuma proposta nova foi apresentada pelo município.
A paralisação dos médicos já dura três dias na Capital e não há sinais de ‘sensibilização’ do prefeito Gilmar Olarte (PP). A Procuradoria-Geral do Munícipio entrou na Justiça para tentar barrar a greve, mas até o momento não houve decisão.
O chefe do Executivo alega estar no limite dos gastos com funcionalismo e, por isso, não poderia dar qualquer reajuste aos servidores. Durante as negociações salarias, as gratificações foram cortadas e a categoria só volta a negociar com a prefeitura como retorno dos benefícios.
Educação
Apesar do anúncio de acordo com os servidores administrativos da educação, a categoria não desistiu de lutar pelo reajuste e deve entrar com ação na Justiça até o dia 4 de junho, para forçar o pagamento do aumento salarial.
Os 11 mil servidores administrativos desistiram da paralisação depois da garantia de que o município irá regulamentar a redução da carga horária, de 40 para 30 horas semanais para mais de 4 mil servidores. O decreto deve ser enviado à Câmara Municipal em até 15 dias.
“86% da categoria optou por aceitar a contraproposta. Mas isso não significa que vamos descansar. Se eles não cumprirem, o azar será deles”, disse Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande (Sisem).







