A Solurb, concessionários responsável pelo lixo em Campo Grande, garantiu que os repasses mensais à empresa continuam regular, apesar da contenção de gastos da prefeitura da Capital. O contrato milionário com a empresa foi firmando durante a gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), mas teve aditivo de R$ 4,7 milhões aprovado pelo prefeito Gilmar Olarte (PP). O valor é o dobro do que era pago anteriormente.
Conforme o representante da empresa, Rogério da Cunha, não houve atrasos nos repasses do município nos últimos meses. "Apenas o pagamento do mês de dezembro ainda não foi efetuado, mas está dentro do cronograma", explicou. A afirmação contraria as denuncias que chegaram a redação do Top Mídia News de que os atrasos tinha retomado nos últimos dois meses. No início de agosto, funcionários do setor de limpeza urbana e coleta de lixo da Solurb chegaram a paralisar devido aos repasses irregulares.
A manutenção do repasse causa estranhamento em diversos outros setores, que denunciam a falta de pagamento, a exemplo de empreiteiras e outros prestadores de serviço. Assim, o aditivo milionário é visto como uma "benesse" para a concessionária.
Com repasse milionário, a concessionário pode ser alvo de investigação pela Câmara Municipal da Campo Grande. Há suspeitas de irregularidades na renovação de contrato de prestação de serviço da empresa, que era de R$ 4,3 milhões e passou para R$ 9 milhões na administração do prefeito Gilmar Olarte (PP). O aditivo foi efetuado mesmo com calotes na área da cultura.
A ideia de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) chegou a ser cogitadas pelos vereadores da Comissão Permanente de Obras Públicas, em novembro, devido ao “aditivão” do valor do serviço, que aumentou R$ 4,7 milhões por mês.
O contrato com a Solurb foi assinado em 2012, nos últimos dias de mandato do então prefeito Nelson Trad Filho, do PMDB. A empresa venceu a licitação para fazer o manejo de 100% das coletas de lixos e 35% sobre a limpeza, pintura de meio de fio, poda de árvore e coleta de entulho. Porém, a área de atuação saltou para 65%, na Capital. A empresa que seria responsável para fazer a limpeza da cidade era a Litucera, onde o contrato previsto era de R$ 4,3 milhões, com pagamentos de R$ 358 mil ao mês pela prestação de serviço.







