Todo mundo já sabe que a obra de revitalização da Avenida Júlio de Castilho, iniciada em 2011, acabou virando uma espécie de novela, já que apesar das mudanças na Administração Municipal, a prefeitura informou que a empreitada não foi oficialmente finalizada, até agora. Com isso, quem sofre é a população, pois os pontos de ônibus padronizados prometidos ainda não saíram do papel.
Quem fica tomando sol e chuva são os moradores da região, que têm que ficar horas aguardando um ônibus para ir trabalhar, diariamente. “Aqui é péssimo, tinha que ter uma casinha, ou cobertura. Pego ônibus bem na hora do sol quente, todos os dias, às 13h. É horrível ficar debaixo de sol como esse. Ainda bem que onde eu desço é no Shopping, daí tem cobertura”, desabafou a diarista Mari Mota, de 56 anos.
Apesar de haver alguns locais com abrigo de ônibus no decorrer da Júlio de Castilho, os moradores acreditam que o formato não é o ideal. “Com certeza o certo seria ser um toldo fechado, porque em Campo Grande muitos dos abrigos estão inadequados. Eu pego ônibus todo o dia e a maioria dos pontos é ruim, pega sol do mesmo jeito. Além disso, na cidade muitos pontos não têm coberturas, e quando tem, não protegem de nada, principalmente da chuva e do frio”, contou o motorista Djair Santana, de 49 anos.

Já o técnico de telecomunicações, Antônio marcos de 30 anos, lembrou que apesar das melhoras ao longo da avenida, o projeto de revitalização deixou a desejar nesse quesito. “Pego ônibus só de vez em quando, é que o meu carro estragou. O pior é que nem sabia que aqui que era o ponto, falta visualização, ficou errado. Fora que a gente procura uma sombra e nem tem”, disse.

A diarista Mari Mota, 56 anos, contou que depende dos ônibus todos os dias (Foto: Geovanni Gomes)
Projeto
A revitalização da avenida Júlio de Castilho foi iniciada em 22 de agosto de 2011. Do montante da verba para as obras, 5% vieram do Pró-Transporte e 95% do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), totalizando R$ 18 milhões. Foram executados 13,6 km de calçadas com piso tátil; instalados 38 abrigos de ônibus; refeito o pavimento da via em toda a sua extensão (6,8 km); implantados 3,3 km de drenagem e recuperados 9,7 quilômetros de vias que servirão de alça.
Também foi feito o realinhamento do eixo da via; criação do canteiro central e nova iluminação pública; instalados 18 semáforos na esquina da Júlio de Castilho com os seguintes locais: terminal Júlio de Castilho; ruas Tupinambás, Ricardo Franco, Presidente Vargas, Otávio Mangabeira, Nicola Vitcow, Miranda, Maria Splenger, Manoel Ferreira, Leônidas de Matos/Nioaque, Itatiaia/Arisoli Ribeiro, rua dos Andradas/Crisântemos, Dolores, Brasil Central/Guaratinga, Aero Clube, avenida Tamandaré/Bartolomeu Dias e Capibaribe/Tordesilhas.







