O Movimento Frente Brasil MS realiza na manhã de hoje (20) um protesto contra o ‘golpe’ e a favor da democracia e da garantia de direitos. A concentração acontece na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida 14 de Julho, no centro de Campo Grande, e conta com a participação de diversos movimentos sociais.
Para o membro do Centro de Defesa de Direitos Humanos da Marçal de Souza, Edvaldo Silva, o objetivo do ato é garantir a soberania brasileira e mostrar que as lutas da população não foram em vão. Ele destaca os protestos de rua que culminaram no fim da ditadura e critica o trabalho de simpatizantes que desejam a volta do regime militar.
De acordo com ele, o movimento não planeja fazer oposição aos manifestos que reuniram cerca de 3 mil pessoas na Praça do Rádio Clube no último domingo (16), mas sim despertar para o “ódio infiltrado no protesto” e “o preconceito contra o Governo que foi eleito pelo voto popular”.
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Genilson Duarte, ainda destaca que, mesmo que a bandeira seja contra o golpe, o grupo não pretende defender a administração da presidente Dilma Rousseff (PT). “Ela tem sido dura com os trabalhadores e nós não aceitamos isso. Defendemos um projeto de distribuição de renda. Não é apoio ao Governo Federal”, enfatiza.
Segundo ele, os últimos projetos enviados ao Congresso Nacional como as mudanças nas regras do seguro-desemprego e a redução das desonerações das folhas de pagamento prejudicaram e muito a classe trabalhista, tanto que o principal objetivo da classe é reestabelecer os direitos dos trabalhadores.
Repercussão
Na Assembleia Legislativa, o deputado Amarildo Cruz (PT) até se surpreendeu com o tom dos protestos e minimizou os impactos da insatisfação social que, segundo ele, refletem o momento de crise. Ele afirma também que está muito triste com a forma que as ações do Planalto foram interpretadas pela população, mas destaca que todas as ações em favor da democracia são válidas.







