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Álcool ou gasolina? Considerado abusivo, reajuste no etanol em MS vai ser investigado pelo MPE

Questão foi apresentada pelo procurador Rodrigo Stephanini, que observou variação desproporcional do preço em MS

16 MAI 2019
Dany Nascimento
15h00min
Foto: André de Abreu

O procurador de Justiça Rodrigo Stephanini revelou, nesta quinta-feira (16), que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul vai investigar o aumento do etanol, que acontece na mesma proporção do reajuste aplicado no litro da gasolina no Brasil.

Rodrigo disse ao TopMídiaNews que apresentou a problemática durante reunião entre os procuradores e ficou decidido que o Centro de Apoio dos Promotores de Justiça vai em busca de uma resposta para o reajuste dos dois combustíveis.

“Dizem muito que, no Brasil, o petróleo é nosso, mas o preço da gasolina é reajustado de acordo com o mercado internacional. O problema é que toda vez que sobe a gasolina, tem reajuste no etanol, sem nenhuma justificativa, não tem lógica isso. O Centro de Apoio será coordenado pelo procurador de Justiça doutor Aroldo José de Lima e eu vou auxiliá-lo”, diz o procurador.

De acordo com Stephanini, Mato Grosso do Sul é o terceiro maior estado em produção de etanol e, mesmo assim, os consumidores encaram reajustes altíssimos. “O Brasil deveria favorecer o etanol, o valor teria que ser mais acessível ao consumidor, mas não é o que acontece. Basta ir até um posto de combustível para fazer a conta e ver que não vale a pena abastecer no álcool”.

Procurador vai auxiliar investigação - Foto: André de Abreu

Para Rodrigo, até o estado de Mato Grosso comercializa etanol com valor mais acessível do que Mato Grosso do Sul. “O preço médio lá é de R$ 2,71, deve ter posto de combustível vendendo até por R$ 2,50, porque esse é o preço médio. Aqui em Mato Grosso do Sul, temos o etanol sendo vendido por R$ 3,39 o litro”.

Ele destaca que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pretende implementar um projeto que permite a venda de combustível seja feita direta da usina para os postos. “Não sei o que pensa o governador do nosso Estado, mas seria necessário repensar no que está acontecendo porque a utilização de etanol ao invés de gasolina oferece melhorias para o meio ambiente, já que a gasolina é um combustível fóssil”.

De acordo com o procurador, o Centro de Apoio vai ouvir pessoas ligadas a venda de combustível e deve solicitar documentos para analisar o reajuste do etanol. Rodrigo defende ainda a mobilização civil contra os reajustes sucessivos do etanol, para ajudar o Ministério Público na fiscalização dos preços e na cobrança de valores mais justos, conforme a produção local.

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