Com cartazes e o gritoS de "Queremos casa, Olarte", aproximadamente 37 famílias, que residem na favela da Paca, fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (20). Usando galhos de árvores, pneus e sofás, os manifestantes bloquearam a Rua Catinguá, localizada no bairro Mário Covas, em Campo Grande.
De acordo com os protestantes, eles alegam que na favela, moravam 100 famílias, e 87 foram levadas para um residencial habitacional no Bairro Moreninhas e as demais ficaram no local com difíceis condições de sobrevivência. " Uma assistente social nos falou que temos que sair do local até o dia 27 deste mês e procurar uma casa de aluguel, é complicado não tenho condições", explica uma moradora da favela Leidiane da Silva de 20 anos.
Uma outra manifestante, que está grávida de gêmeos, Jenifer Rodrigues, relata que a Emha (Agência Municipal de Habitação) retirou apenas as famílias que moravam na favela há mais de três anos, quem estava menos tempo no local, não foi contemplado. "Moro aqui há mais de dois anos, o lugar fica perto de uma unidade de esgoto, não aguento mais essa situação, o mau cheiro é terrível, ruim até para minha gestação", lamenta.
Segundo os manifestantes, não vai adiantar retirar as famílias do local, porque sem condições de ir para um lugar que pague aluguel, a favela vai ser reerguida. " Se tivesse condições, não moraria aqui, pagaria aluguel. Meu marido é pedreiro, não temos como pagar aluguel", explica Graciela Prades que também mora na favela.

Com a chegada da Polícia Militar, meia pista da via foi liberada, as famílias querem que algum responsável da prefeitura da Capital vá até o local. "Há oito meses, funcionários da Emha fizeram as contagens dos moradores, numerou e somente aqueles que receberam selo branco foram contemplados e os outros numerados não foram receberam casa. Queremos casa Olarte", ressalta outro manifestante.







