Uma parte das obras da erosão nas margens do córrego Prosa da Avenida Ernesto Geisel estão praticamente prontas no sentido centro-bairro, mas até hoje (1º), a prefeitura municipal de Campo Grande não retirou as placas de sinalização dos desvios e cones de segurança prejudicando os motoristas que trafegam pela via. Do outro lado, sentido bairro-centro, a erosão toma conta de boa parte da avenida, principalmente próximo ao Shopping Norte Sul e até agora nada foi feito.
Mesmo com algumas frentes avançadas, as equipe de obras da prefeitura não vencem os trabalhos devido as chuvas de verão que estão caindo todos os dia na Capital.

Porém, moradores próximo da erosão da Ernesto Geisel reclamam que o prefeito deveria interditar toda a rua para fazer um ‘’serviço bem feito’’, assim como fizeram em obras como, por exemplo, a Zahran e do pontilhão da Avenida Ceará.
“Aqui pelo menos deu tempo de terminar o cimento e já até colocaram o meio fio, a chuva colaborou, mas o nosso medo é se chover forte como vem acontecendo e isso tudo desmoronar. O prefeito deveria interditar a rua em partes para mexer na obra e fazer uma coisa bem feita”, opinou Rosana Lopes, 34 anos que tem um comércio quase em frente a erosão.

No dia 15 de janeiro, a prefeitura interditou a avenida Ernesto Geisel em determinados horários do dia para arrumar o asfalto que cedeu com as chuvas no início do mês. Gilmar Olarte (PP) chegou a dar declarações dizendo que “em 2015 tudo será diferente para o município”, se referindo as obras de sua gestão.
Mas, os moradores não acreditam em tantas promessas feitas pelo gestor municipal. “Entra ano e saí ano e com prefeito novo não fazem nada, quer dizer, fingem que fazem. Isso daqui é dinheiro do povo. Fora a verba que eles roubam, desviam. Essa avenida liga as extremidades de Campo Grande, deveriam valorizá-la melhor. Ficam só tapando buraco onde não existe. Nós moradores da avenida estamos decepcionados com o prefeito”, relatou a serviços gerais, Cida Santos de 58 anos.

Já o tapeceiro que tem o comercia e a residência aos fundos, Francisco Rodrigues, 38 anos, disse que a Avenida Ernesto Geisel já esteve em maus lençóis. “Eu moro há vinte anos aqui nesse ponto, bem antes deles asfaltarem aqui. Naquela época quando chovia era trágico, todo mundo ficava ilhado. Eles deveriam ter planejado isso lá atrás no passado. Agora toda vez que chove um pedaço desmorona, aqui, la na frente. A avenida está cedendo em partes. Só aqui na frente de casa já tiveram quatro acidentes, mesmo com a sinalização, imagina se não tivesse, os motoristas iriam cair ribanceira abaixo”, comentou Francisco.
Procuramos na sexta-feira (30) a assessoria de imprensa da prefeitura, que ficou de dar um retorno, mas até o fechamento do texto hoje, domingo (1º), não tivemos respostas sobre as questões das obras de erosão no complexo da Avenida Ernesto Geisel.








