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Cidades

01/08/2014 17:00

Após cinco horas de depoimento, investigação avança, mas mortes de pacientes quimioterápicos continu

Os médicos José Maria Ascenço e Henrique Guesser Ascenço prestaram depoimento por mais de cinco horas nesta sexta-feira (1), na 1ª Delegacia de Polícia Civil, sobre três pacientes que morreram após passar por tratamentos quimioterápicos na Santa Casa. A delegada responsável pelo caso, Ana Claudia Medina, disse que as informações "avançam" a investigação, mas não esclarecem os óbitos.


"Eles têm todos os relatos que envolvem os acontecimentos. Trouxeram bastante informações sobre a estrutura organizacional do Centro de Oncologia e Hematologia, as características das vítimas, sintomas,  datas das internações, óbitos. Informações sobre os funcionários e funções desenvolvidas. E vamos analisar tudo", garantiu.


As oitivas começaram às 8h30 e terminaram por volta das 14horas. Embora os depoimentos tenham auxiliado a investigação, ainda não é possível apontar o que provocou as mortes.


"É cedo para dizer o que causou os óbitos e esse é o ponto mais importante. Apenas depois disso é que  poderemos responsabilizar os culpados, se houverem. Sabemos que os médicos fizeram um estudo e acreditam que possa ser o Floracil, mas não encontraram considerações que levem a conclusões precisas", destacou.


A delegada informou que por enquanto não há necessidade de exumação dos corpos, no entanto, não descartou a possibilidade. "Por enquanto acreditamos que não seja necessário, mas se precisar faremos. Precisamos caminhar mais um pouco, até em respeito aos familiares. Ainda não vemos essa necessidade", explicou.


Além dos médicos, alguns familiares das vítimas já prestaram depoimento, mas poderão ser chamados para uma nova oitiva, caso haja necessidade. Outros funcionários também serão ouvidos e a delegada lembrou que ainda aguarda as documentação que devem ser encaminhadas pela Santa Casa. Até o momento não há previsão para que a investigação seja concluída.


O caso

As pacientes Carmen Insfran Bernard, de 48 anos, Norotilde Araújo Greco, de 72 anos e Maria Glória Guimarães, de 61 anos, tratavam de câncer colorretal e apresentaram reações fora do considerado normal, após fazerem uso dos medicamentos Cinco Fluoracil (5-FU) e o Lelcovorin (Ácido Folínico) que foram importados da Índia. Elas não resistiram e morreram.


As mortes ocorreram nos dias 10,11 e 12 de julho. Segundo a delegada, as informações adquiridas com os depoimentos auxiliam para que a polícia possa entender questões técnicas como o uso dos medicamentos, a doença, entre outros fatores relevantes ao caso.

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