O motociclista Alcione Clodoaldo Nunes, 37 anos, morreu, na tarde desta terça-feira (6), após cruzar a preferencial da rua Rio da Prata, no Jardim Tijuca, região sul de Campo Grande, e colidir a motocicleta Honda CG Titan, Placa, HSS-1894, contra um veículo Renault Logan, Placas NPF-3900.
Conforme testemunhas, a vítima empinava e estava com o celular dentro do capacete no acidente. De acordo o comerciante, Jonas Fernandes, 44 anos, o capacete saiu da cabeça do motociclista com a colisão. "Pela pancada vimos que ele não iria sobreviver", afirmou. Pela rua, vários destroços da motocicleta e do carro estavam espalhados. Até o sapato do motociclista chegou a sair com a colisão.

O carro era conduzido por Wellington Silva Martins, 19 anos, que fiou transtornado, após o acidente. De acordo com o pai do rapaz, Edmilson Mello Martins, 38 anos, "Meu filho vai entrar no quartel agora e estava voltando do exame demissional da empresa que trabalhava. Ele é cheio de planos e nunca se envolveu em acidente. Foi mesmo uma fatalidade", afirmou.
O cabo Ribovski, do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência disse que quando a unidade de resgate UR, chegou ao local, o motociclista já estava morto. "A batida foi muito forte, ele teve várias fraturas pelo corpo, além do traumatismo craniano e possivelmente cervical. Ele ficou muito feio e tinha sangue por todo lado. Chegamos e cobrimos o corpo com uma manta protetora para evitar os curiosos", disse o cabo.

Familiares da vítima estão no local. (Foto: Deivid Correia)
Perigo constante
A dona de casa Isabel Matheus, 47 anos, afirmou que o local freqüentemente é palco de acidentes graves. "Aqui tinha que ter uma lombada ou semáforo, porque toda semana tem acidente de trânsito. Essa, infelizmente, foi mais uma vítima", afirmou.
O Corpo de Bombeiros chegou a comparecer no local, além da BPTran (Batalhão de Policiamento de Trânsito) e do SAMU. A Perícia já está no local para averiguar as circuntâncias do acidente.
Conforme a delegada da 6ª DP, Cristiane Grossi, o motorista do Logan, Welligton poderá responder por homicídio culposo, onde não há a intenção de matar. "É preciso aguardar a perícia concluir os trabalhos, temos que aguardar para concluir e liberar o trânsito e os curiosos do local", disse a delegada.

*Atualizada às 17h45 para acréscimos de informações







