Cerca de 20 representantes de diversos movimentos sociais estiveram hoje (6) na Assembleia Legislativa cobrando promessas de campanha do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que não foram cumpridas. A ação faz parte das atividades da Marcha da Classe Trabalhadora do Campo que realizam passeatas desde 1º de maio, Dia do trabalhador.
“Queremos a reforma agrária que está a cinco anos parada, assistência aos assentamentos e poder participar da escolha do novo superintendente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Mato Grosso do Sul”, explica o coordenador estadual do MST (Movimento Sem Terra), Cleiton Alexandre Pereira Valença.
O coordenador do movimento relata que o Executivo realizou uma reunião com o grupo a dois meses atrás e recebeu uma carta com as reivindicações da classe trabalhadora, mas ainda não tomou nenhuma providência. Segundo ele, o assentamento Itamarati, em Ponta Porã, produz 80 mil litros de leite por dia e exporta feijão para a Venezuela, mas mesmo assim é esquecido pelo Governo Estadual.

Coordenador estadual do MST, Cleiton Valença - Foto: Diana Christie
Entre as solicitações entregues pelos movimentos sociais para o governador, estão ações que fazem parte do portfólio de campanha de Reinaldo como encanamento de água e eletricidade nos assentamentos e melhoria nas estradas para que os alimentos possam ser comercializados.
Além disso, de acordo com Cleiton, cerca de 500 pessoas ocupam a sede do Incra neste momento. “Fizemos a marcha em defesa do reforma agrária e nos deparamos com a situação do Incra sem superintendência que prejudica os assentamentos na liberação de crédito e a desapropriação de terras”, esclarece.
Líder do governo, o deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) justificou que a administração ainda não teve tempo para resolver o problema, mas se comprometeu a procurar o secretário de produção e agricultura familiar, Fernando Lamas, para agilizar as soluções. “O governador é produtor rural e não vai deixa-los de lado”.
Além do MST, acompanharam a sessão no Legislativo, membros da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT (Central Único dos Trabalhadores), Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso do Sul) e MCLRA (Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária).







