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Cidades

11/02/2015 16:14

MPE abre 16 inquéritos para investigar saúde pública e população aprova

Investigação

O MPE (Ministério Público Estadual) abriu 16 inquéritos para investigar supostas irregularidades na rede pública de saúde de Campo Grande, conforme publicado no Diário Oficial da instituição. Quem depende das unidades públicas aprova a medida e diz que o sistema necessita de averiguações constantes.

De acordo com o documento, a 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública investiga eventual falta de profissionais para compor equipes, baixa capacidade potencial dos médicos, falta de equipamentos e medicamentos básicos.

Segundo a aposentada Daici Nogueira da Silva, 71 anos, a saúde realmente precisa ser investigada. Ela, que sempre dependeu dos postos de saúde públicos, diz que a principal necessidade são os remédios, que nem sempre estão disponíveis para a população.

Foto: Geovanni Gomes

"Acabei de sair da consulta, sofro de muitas dores nas costas. Cheguei aqui no posto para ver se melhorava, me deram uma injeção para amenizar a dor e me receitaram um medicamento que não existe na farmácia (da rede pública), ou seja, vou ter que comprar com o meu dinheiro. Sou aposentada, o pouco que tiro do meu orçamento já me faz falta", lamenta.

Segundo a recreadora  Viviam Lima, 28, ela sofre de pressão alta e reclama da demora nos exames. "Sempre é bom as autoridades ficarem em cima, porque irregularidades existem e precisam acabar. O meu maior problema é a demora das consultas, marquei um exame em 2014 e só vou conseguir me consultar em março deste ano, acho um desaforo! Acredito que pode ter sido um dos motivos da minha pressão subir, um descaso com o cidadão", disse.

Foto: Geovanni Gomes

Já para o operário Ricardo Fernandes, 44 , ele sempre teve problema com a rede pública e diz até deixar de acreditar que um dia possa existir uma melhoria nos serviços prestados para a população.

"Espero que a investigação consiga chegar em algo, mas acho meio difícil. O dia que os médicos e os funcionários públicos entenderem que quem realmente paga os salários deles somos nós com nossos impostos, acredito que o atendimento possa melhorar. Eles nos deixam esperando, chegam atrasados, nos tratam com indiferença como se a gente fosse algum animal. Recebem muito dinheiro para investirem na saúde, em equipamentos, medicamentos, mas cadê essa a melhoria?", diz revoltado. 

Foto: Geovanni Gomes

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