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há 11 anos

MST acampa em área de usina sucroenergética de MS

Reforma agrária

Cerca de 100 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), ocuparam, no sábado (10), uma área da Usina Sucroenergética Agrisul Agrícola unidade de Mato Grosso do Sul, no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, e montaram um novo acampamento como forma de reivindicar iniciativas para Reforma Agrária, com criação de um novo assentamento no local.

A usina está desativada há cerca de três anos, possui sérios problemas trabalhistas, onde cerca de 700 ex-funcionários reivindicam os pagamentos de dívidas e o acerto de salários vencidos, as dívidas individuais dos trabalhadores passam de 80 mil reais, além do não pagamento de questões como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O Ministério Público do Trabalho estima que a usina CBAA/Agrisul, do usineiro José Pessoa, possui uma dívida em torno de R$ 1 bilhão com bancos, fisco, fornecedores e encargos trabalhistas.

São nove mil hectares de área, com quatro mil de terras devolutas, que são terrenos públicos, ou seja, propriedades públicas que nunca pertenceram a um particular, mesmo estando ocupadas.  

A CBAA/Agrisul, provocou o caos na economia do município de Sidrolândia e no distrito de Quebra Coco, onde dezenas de comerciantes faliram e a população empobreceu sem os recursos de salários em circulação regularmente.

De acordo com representantes do movimento, a área foi escolhida, pois além de improdutiva, a usina que foi construída com recursos federais do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) está totalmente abandonada e sucateada. Atualmente somente treze funcionários continuam contratados para fazer a guarda do local.

O MST/MS está reivindicando a Reforma Agrária das terras da usina e continuará fortalecendo o novo acampamento no local. As informações são de que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) já fez a vistoria do local para averiguar se a área é ou não improdutiva e o movimento está acompanhando o processo no aguardo de uma resposta positiva que permitirá que mais famílias tenham acesso a terra e a uma vida digna em Mato Grosso do Sul.

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